Leia os capítulos anteriores - Levei a mão à cabeça e pude sentir o líquido morno sobre um caroço dolorido que começava a se formar no topo da minha testa. Sentei. Ainda estava escuro e chovia muito, o ferimento começava a latejar. O sangue escorria por trás da minha orelha direita e ia alojar-se na gola da minha camisa, empapando o meu ombro. O corte foi profundo, especulei, já que eu não me sentia animado em colocar o dedo na ferida para avaliar a situação real.A barraca começou a encher de água. Quando bati com a cabeça na cumeeira, além de abrir um rasgo nela, abri outro na lona que agora deixava a chuva entrar. A minha situação era bem desagradável. Que karma! Pensei enquanto reconstruía mentalmente os acontecimentos da noite passada e ia minando a minha mente com pensamentos negativos e de auto-compaixão, enquanto meu corpo se encharcava e tremia de frio.
Adormeci novamente encostado em cobertores e objetos amontoados no fundo do meu patético abrigo e acordei com o primeiro raio de sol ferindo os meus olhos. O dia estava lindo e não havia nuvens no céu. Saí da barraca lentamente e logo na porta fui beijado suavemente por um brisa morna que vinha da terra, o sol, apesar de baixo, já dava indícios de como seria o dia e abraçava o meu corpo maltratado pela noite fria e úmida, com sua luz cálida e alegre. Dia pra ser feliz, pensei enquanto tentava ordenar meus pensamentos, mas logo que olhei para frente, já vi a minha prancha novinha com a quilha quebrada na noite anterior. Hora de avaliar os prejuízos e pensar no que fazer, falei pra mim enquanto caminhava em direção ao meu carro que se encontrava com as portas abertas e os bancos encharcados. A ira voltou a invadir o meu peito. Respirei fundo e comecei a contabilizar. continua...
Bááa!!
ResponderExcluirIsso foi uma vaca e tanto no dia do cara! Só faltou o penacho na cabeça!
Então...
ResponderExcluirQue voodoo!!
Tá na hora das coisas melhorarem, vcs não acham?
Abraços,
MaiNe