domingo, 29 de junho de 2008
segunda-feira, 23 de junho de 2008
quarta-feira, 11 de junho de 2008
CANDICE capitulo 18
leia os capítulos anteriores - Ao chegar de volta à casa, enquanto comia uma banana colhida ao lado, no jardim, minha atenção novamente se dirigiu para o caderno. Mesmo tratando-se de uma garota que havia me assaltado e roubado todas as minhas coisas, não pude deixar de me sentir um pouco desconfortável em invadir a sua intimidade, apesar disso, não resisti e voltei a ler o diário para tentar descobrir mais informações sobre o que aconteceu ali na ilha. Fui lendo parágrafos isolados, na tentativa de achar rapidamente a informação que agora movia o meu interesse por aquele lugar. Consequentemente, em flashes, a vida das garotas na ilha foi tomando forma no meu imaginário;[...] “Foi legal o plano da Margô, de pegarmos emprestado o veleiro do Dida. Não teríamos conseguido sair de Wavetoon tão rápido e tão seguras sem ele. Todas as saídas por terra provavelmente foram bloqueadas assim que a polícia soube do assalto. Com o Dida na Austrália, teremos um refúgio seguro e que nos dará abrigo e autonomia por no mínimo um ano...”
[...] VINTE E CINCO MILHÕES DE REAIS!!! Acabamos de contar aqui mesmo no barco, no meio deste oceano escuro a caminho do nosso esconderijo. Nem acredito, dá para fazer planos para o resto da vida...
[...] “estamos ficando sem comida e em breve será inevitável irmos à Wavetoon buscar mantimentos para mais algum tempo. A Margô insiste para pegarmos o bote inflável e irmos até o continente tentar conseguir alguma comida. Este pedaço de terra é deserto e acho que dificilmente teremos sorte. Entretanto ela diz que viu uma fogueira na praia ontem à noite, e que deve haver alguém acampado por lá...”
[...] “O cara parecia legal, fiquei até com pena dele, o deixamos numa super-roubada. Pegamos todas as coisas do coitado, mas comida que é bom, não encontramos lá muita coisa. Ele tinha apenas algumas bolachas e barras de chocolate...”
À noite caiu sem eu notar e focado em achar a informação que eu queria, acabei lendo todo o caderno da Candice. Fiquei sabendo muito sobre ela e confesso comecei achá-la bem interessante, talvez influenciado indiretamente pelo seu cheiro que insistia em permanecer por toda a casa, mas com certeza também, pelas coisas que ela havia escrito ali, naquele caderno. A imagem da minha primeira namorada, também Candice voltou a invadir minha alma, mas a minha barriga com fome, acabou com qualquer devaneio, chamando à atenção sobre si. ...segue
segunda-feira, 9 de junho de 2008
quarta-feira, 4 de junho de 2008
CANDICE capitulo 17
leia os capítulos anteriores - PUTZ, ELAS ROUBARAM UM BANCO E ESTÃO ESCONDIDAS AQUI!Meio tonto, saí e sentei-me na soleira da porta. Fiquei ali olhando para o mar e tentando processar toda aquela quantidade de revelações que obtive em apenas uma página do diário da Candice. Não conseguia parar de pensar na refeição que eu havia feito há poucos instantes. Minha barriga começou a se mexer, influenciada pela informação da quantidade de gorgulhos que eu acabara de engolir com feijão. Apesar de nunca ter prestado à atenção em um gorgulho, fiquei imaginando eles se movimentando nas minhas vísceras. A imaginação tomou conta. Contrações, náusea...arghhhhh! Saí correndo e vomitei a feijoada no canto da casa. Aliviado fui à procura de um pouco d’água e voltei a sentar na soleira.
Fiquei ali pensando no clima que estava rolando entre as garotas, e inevitavelmente comecei a fantasiar, sugestionado pelo perfume de Cândice que exalava de uma blusa pendurada dentro da casa. Enquanto meu devaneio se aprofundava em detalhes, um “insight” ocupou a minha mente como um quarto que se ilumina quando tocamos no interruptor.
Levantei excitado pelo impacto da revelação; UAUUUU, SE ELAS ROUBARAM UM BANCO, A GRANA DEVE ESTAR POR AQUI!
De fantasias eróticas, passei a sonhos megalomaníacos de como gastar a grana das garotas viajando pelo mundo, surfando as melhores ondas do planeta em lugares impensados. Quando me conectei novamente com a realidade, estava caminhando pela praia, seguido pelo Rato. O sol vermelho tingia o horizonte e uma brisa suave do continente desenhava a direita perfeita que insistia em continuar rolando no canto da praia.
Isso muda tudo! Pensei agachado, acariciando a cabeça do meu novo amigo, enquanto ambos olhávamos para as ondas que não paravam de rodar na direção da praia. Obviamente decidi ficar e passar a noite ali. Pela manhã tentaria descobrir onde elas esconderam a grana. Voltei caminhando focado em conseguir alguma coisa para comer. Após a trágica revelação sobre minha última refeição, e suas conseqüências, a minha barriga voltava a reclamar os seus direitos. segue...
segunda-feira, 2 de junho de 2008
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