segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

CABO NEGRO - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Vista da direita mágica entrando em Cabo Negro.

Lugar mítico para a galera de Wavetoon. Foi descoberto e surfado pela primeira vez no fim dos anos 60 por um cara chamado Otto. Depois de uma experiência transcendente lá vivida por Frank que durou cinco anos, o Cabo virou um local de peregrinação para os surfistas daqui. Muitos foram para lá passar longos períodos em busca de iluminação, poucos realmente conseguiram... Lugar inóspito, desértico, freqüentado por ventos e tempestades, Cabo Negro é, além de um cemitério de navios, um surf spot com ondas de qualidade internacional. Existe por lá uma direita quilométrica, que pode proporcionar estados alterados de consciência se surfada por longos períodos. Fica 500 km ao sul de Wavetoon e é ainda hoje, um local de difícil acesso que proporciona grandes aventuras.

sábado, 8 de dezembro de 2007

PRAIA GRANDE - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Domingão na Praia Grande.

Como em qualquer cidade litorânea, a praia urbana é sempre a mais freqüentada pela população. A Praia Grande aqui em Wavetoon não é uma exceção. A Avenida Beira-Mar, o calçadão, o paredão de edifícios misturando residências e comércio mantém o lugar vivo 24 horas. O Píer, é o local mais procurado pelos surfistas devido à excelente formação das ondas junto aos pilares, perpetuando a eterna guerrilha entre eles e os pescadores. Ponto de encontro dos Grumetes e da garotada em geral, é lá que acontece o fim de tarde principalmente no verão. Junto ao píer, estão o bar Reggae & Marley, a sorveteria Cool, a Surf Shop do Homero e o Sushibar do Talokopirô, entre outros tradicionais locais de encontro da galera. Ao norte ficam os molhes Giuseppe Macarroni onde rolam altas ondas com o mar de leste. No canto sul, que é a baía mais protegida de Wavetoon, está o Iate Club.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

A BAÍA DO CAVENDISH - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.

Picos perfeitos entrando na Pedra do Pirata.

Nesta baía, no ano de 1610, foi morto por seus homens o Capitão Cavendish, temível pirata inglês que horrorizava as populações costeiras e os navios que por aqui passavam.Por ser de extrema beleza e de difícil acesso, esta praia abriga uma comunidade de nudistas ou naturistas. Todos que vão lá pela primeira vez, contagiados pelo clima, digamos, “informal” da comunidade, tentam surfar pelados. Isto, quase sempre acaba em tragédia para estes desavisados, porque, pêlos, parafina, pele branca e areia definitivamente não combinam. A Pedra do Pirata é a referência do pico, e junto à ela quebram ondas de até um metro e meio que são pura diversão. Nos dias de flat, o lugar se torna um verdadeiro coringa por ter sempre uma valinha. O clássico, é swell de leste/nordeste e vento sul ou sudoeste.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

EL FARO - O Livro Wavetoon - os lugares, as histórias, os protagonistas.


El Faro é um point break onde quebram direitas perfeitas em uma grande baía na saída de um rio. O local fica ideal com ondulações de até dois metros e meio de leste, sempre com um canal funcionando, a partir daí começa a fechar. É lá que fica o farol de Wavetoon que guia os navegantes para a entrada do porto da cidade e a famosa “Cantina El Faro” do folclórico Don Vito Casca Grossa. Lugar não menos folclórico que seu dono, a cantina é ponto de encontro e confraternização da galera sempre que as direitas estão quebrando. Este point break faz parte da história do surf em Wavetoon. Foi lá que a cultura surf se consolidou na nossa ilha durante os anos 50 e 60.
Quase tudo que era moderno na época vinha desta linda ponta de areia e rocha ao norte do centro da cidade. El Faro era o padrão de onda ideal para os equipamentos daquela época, normalmente não era grande, mas era lisa, longa e muito consistente, sendo assim era o teste perfeito para novos designs e manobras. Enquanto isso, um novo estilo de vida estava sendo inventado na praia, e era lá que a cena em Wavetoon acontecia. Lendas como Tuco, Don Vito, Lobo e os pioneiros, descobriram e habitavam esta onda, que foi surfada pela primeira vez em 1959 por Tuco, Lobo e Vito. Eles acharam que tinham encontrado a onda ideal. Após o surgimento revolucionário das pranchas pequenas nos anos 70, El Faro começou a parecer fora de moda, e os caras começaram a buscar ondas mais radicais.
O retorno dos longboard’s nos anos 80 e 90, fez com que o lugar voltasse a ser cultuado e se transformasse novamente num ponto de referência para os surfistas.El Faro continua lá ainda hoje, quase 50 anos após o seu auge. As ondas continuam chegando. E mesmo que surfá-las não seja mais transpor um grande desafio, ele ainda faz um monte de caras felizes.