quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

...que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros. Que o sol brilhe cálido sobre a tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos. E até que de novo eu te veja, que Deus te guarde na palma de sua mão...

Iki Campeão do Billabong Colegial

Luiz Henrique o "Iki", no último domingo dia 21 de dezembro, em Torres no Rio Grande do Sul, conquistou dois títulos do circuito BILLABONG COLEGIAL 2008, o de campeão na categoria B (de 15 a 16 anos) e de vice-campeão na categoria C (de 17 a 18 anos).
Parabéns irmãozinho, você descobriu que pode!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Deu na Revista Surf Portugal

O Mundo de Wavetoon
Todas as comunidades precisam dos seus mitos, narrativas simbólicas que dão um sentido à existência de quem delas faz parte. Quanto mais simples, elementares e partilháveis por todos, mais eficazes são os mitos, ao mesmo tempo que mais resistente se torna a comunidade. Fernando Pessoa, aliás, resumiu bem a importância do mito numa frase bem conhecida da Mensagem: “o mito é o nada que é tudo”. O surf não é excepção. Tem os seus mitos, por todos partilhados, independentemente da idade, do tempo de surf, do sítio onde surfam e, não menos relevante, da origem social. Se existe uma comunidade de surfistas é porque há algo que nos une para além da experiência tangível de deslizar nas ondas. E o que nos une é aparentemente uma mão-cheia de nadas, que, para nós, é, no entanto, de facto, tudo.Experimentem explicar a um não-surfista o mundo para o qual somos projectados quando pensamos em pranchas em cima dos carros e na descoberta de um point-break perfeito com ondas que quebram alinhadas, sopradas por um vento ligeiro, sem ninguém dentro de água. Para nós isto é tudo. Uma realidade com um sentido imediato e que, além do mais, é apreensível por todos. Para um não-surfista, estou certo, é um nada.Lembrei-me disto da primeira vez que conheci Wavetoon. Wavetoon que foi, primeiro, um site na net, para depois se tornar num livro de BD, à imagem das pequenas “histórias de quadradinhos” que inundaram as nossas infâncias. Curiosamente, tal como muitas dessas histórias, também Wavetoon nos chega do Brasil. Mas Wavetoon é acima de tudo um lugar onde se condensam todos os mitos do surf. Wavetoon é um pedaço de terra com todas as ondas possíveis: beach-breaks, reefs, point-breaks, outer-reefs. As imagens que nos chegam mostram-nas sempre a quebrar perfeitas – “a natureza foi generosa conosco e nos deu uma costa repleta de picos alucinantes”. Acima de tudo, Wavetoon remete-nos para todos os mitos fundadores do surf e para as suas imagens mais fortes. Nas histórias que são contadas encontram-se todos os elementos da nossa mitologia: “a estrada de terra pouco explorada e a praia deserta simbolizando nossa gana por caminhos inéditos e desconhecidos, o carro que nos faz nómadas modernos, a prancha, nosso veículo para a transcendência, as ondas, nosso objectivo final, nosso mestre, (e os amigos), representando (...) a cumplicidade que resulta desses momentos”.A história de Wavetoon é a história do surf simplificada e com lugar geográfico indeterminado. Dos primórdios em que o surf era um rito, passando pela descoberta de novas ondas e o desafiar de novas fronteiras, pela revolução que ocorreu na praia na passagem dos anos sessenta para os setenta, até às ondas crowdeadas dos nossos dias, está lá tudo. Como estão também as histórias mitificadas, repletas de personagem do assombro, os tubarões e os piratas (“diz a lenda que a primeira prancha de surf que apareceu em Wavetoon, foi uma Alaia trazida por um pirata. É incrível, mas foi isso mesmo que aconteceu. Por volta de 1600”); os pioneiros, lendas do passado que primeiro desafiaram mares gigantes e também os verões perfeitos, que nos acompanham toda a vida. E, claro, os temas dominantes da nossa experiência: as viagens, o corpo exaurido depois de um longo dia de surf com os amigos e a elegância feminina no surf, mas, também, nas praias.Wavetoon é-nos revelada em tiras de BD de traços infantis. Mas o que poderia afastar um adulto daquele imaginário tem o efeito contrário. Serve para revelar a simplicidade dos nossos mitos, ao mesmo tempo que os torna claros e compreensíveis por todos. O meu filho tem gostado do livro, talvez de um modo diferente de mim, mas essa talvez seja a prova acabada da força do que nos une enquanto comunidade. Uma coisa é certo, como se lê neste primeiro livro, “pouca gente conhece Wavetoon, mas posso garantir que é um lugar de sonho!". Um pouco como o surf, um mundo cheio de “nadas” que são, para nós, “tudo”.
Por Pedro Adão e Silva
publicado na coluna "Sal na Terra" da revista SurfPortugal.
colado do blog ONDAS.

Segunda-feira maneira.

"Uma lembrança de tempos mais simples. A complexidade só existe se você acredita nela."
Mike Dormer & Lee Teacher - Hot Curl -

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Lobo - Legends

Lobo na direita de Quebra-ossos.
Lobo foi um dos pioneiros. Foi ele o primeiro cara a surfar em Wavetoon, no dia em que, junto com seus amigos, encontrou uma alaia com mais de trezentos anos numa gruta da Praia das Pombas (Espectro Point). Nativo da ilha, aventureiro, figura carismática, Lobo sempre foi um grande fazedor de amigos e por isso o principal difusor do surf por aqui. Influenciou dezenas de garotos a se converterem ao surf e transformou-se numa espécie de ídolo da contra-cultura local. Logo se interessou pela construção de pranchas, e montou uma oficina. Com a chegada de U’Paka Halolo no fim dos anos 50, trazendo novidades do Hawaii, Lobo aprendeu novas técnicas e passou a viver do surf. Também nisso foi o primeiro. Com a evolução das suas pranchas e a companhia do recém chegado e experiente U’Paka, Lobo passou a explorar ondas maiores e mais difíceis. Num fim de tarde de inverno em 1966, com um enorme swell de sul, ele e seu amigo Tuco, resolveram ir até a Laje de Mustangs na remada. Queriam surfar as séries enormes e perfeitas que avistaram do morro de Quebra-ossos. No meio do caminho, ficaram encurralados entre séries gigantes e, vendo que seria impossível chegar lá, resolveram voltar. Segundo Tuco, Lobo remou na primeira da série, uma enorme vaga de 20 pés. Depois disso nunca mais foi visto.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Praia dos Amores

a pequena baía ao amanhecer
Depois do canto norte da Praia Grande, existe uma pequena baía ainda praticamente virgem, que levou muitos habitantes de Wavetoon, a perderam lá a sua virgindade. Eu explico. Dizem os especialistas, que o solo da Praia dos Amores libera um gás afrodisíaco, pela tardinha e ao amanhecer. Quem estiver por lá nesses horários, com certeza ficará embriagado pelo lugar, pelas ondas e pelas pessoas que estiverem ao seu lado. Por isso, sempre vou sozinho ou com alguma amiga e não recomendo ir nesse horário numa barca com a galera. O pessoal vai começar a se estranhar. Talvez tenha sido estes fenômenos que levaram o maluco do Frank, único morador do lugar, a se aprofundar na ciência espiritual e mística do Tantra. Ta certo ele. Mas além de tudo isso, e de toda a sua beleza, lá rola um surf de muita qualidade. Se vocês olharem para o meio da baía, vão ver uma direita tubular de sonho. Vem solitária, lá de trás do canto esquerdo, até sua última seção, que passa pelo rochedo em forma de cone no meio da praia. Vale conferir e bem acompanhado!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Segunda-feira maneira.

O incrível visual de La Barra - a esquerda o canto de Tulipas e a direita a Ponta das Tretas


“A natureza e todas as suas forças são muito mais poderosas do que nós. Mas podemos coexistir com elas física e mentalmente, e quando fazemos isso, experimentamos o sentimento de simplesmente ser, assim como a natureza simplesmente existe, e então expressamos o que e quem realmente somos. Depois de experimentá-lo, este sentimento nunca mais nos deixará. Ficará conosco para sempre e se tornará enorme quando estivermos envolvidos com uma bela e poderosa energia natural. Este é o motivo pelo qual nos viciamos no surf. Porque nunca paramos, e porque continuamos a viajar para terras distantes e oceanos desconhecidos, para experimentar o mesmo e familiar sentimento de simplesmente ser.”
John Rinek (surfista e fotógrafo)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Outras Ondas.

"D'orey é um homem da renascença. Se interessa por tudo. Surf, moda, política, arte, sobretudo música. Mesmo quando dropam apenas um assunto, os seus textos espelham essa diversidade de interesse e de referências culturais" (Arthur Dapleve, jornal O Globo)
"Fred D'orey faz a sua parte se colocando, provocando e fazendo refletir, revelando em seus textos curiosos, a forma original como enxerga os mundos, sempre com boa dose de coragem e um indisfarçável prazer em "épater les bourgeois". Fred, na contramão do crowd, diz o que quer, sem medo de ouvir o que não quer." (Paulo Lima revista Trip)
Estou louco para ler! Vamos torcer por um lançamento aqui na ilha de Wavetoon!
Aloha Fred! Vida longa ao Outras Ondas!
Vai lá! É no próximo dia 04, quinta-feira, às 20h, na Livraria Argumento- Leblon - Rio de janeiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Segunda-feira maneira.


"Surfar é sempre um equilíbrio entre diversão e frustração. Compreender este equilíbrio pode ser um atalho para a sabedoria."

Gibus de Soltrait ( surfista e editor da Surf Session Magazine)

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Calamidade em Santa Catarina.

Santa Catarina passa por um momento difícil devido à chuva forte que atinge o estado. Muitas pessoas perderam tudo, milhares estão desabrigados, e é urgente a necessidade do envio de alimentos não perecíveis, roupas, cobertores e colchões para os postos de atendimentos e coletas montados na maioria das cidades. E esse é a hora que podemos nos unir ainda mais para amenizar o sofrimento das famílias desamparadas pela chuva. A Fecasurf ciente de seu compromisso social pede a ajuda de todas as Associações de Surfe do estado, atletas, staff, parceiros, colaboradores, simpatizantes, para se engajarem nessa onda solidária, fazendo as doações de mantimentos aos desabrigados da chuva que atinge o estado. Surf é saúde, esporte é vida, e consciência é estar conectado com a natureza, é viver a coletividade e a solidariedade.

COMUNICAÇÃO FECASURF – Norton Evaldt - 48-9907-3415 - norton@fecasurf.com.br

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Lendas do Surf Brasileiro.

Para a nossa grande honra, Jonas Dulong filho de Wavetoon, acaba de passar para a galeria dos Legends Brasileiros. Da segunda geração dos pioneiros de Wavetoon, Jonas foi um cara que marcou época no Pier da Praia Grande nos anos 60/70 e trouxe para Wavetoon a "escola do envolvimento" de Bob Mac Tavish.
Esta la, ao lado de grandes nomes do surf brasileiro como Pepê, Bocão, Heinrich, Tito Rosemberg, Otávio Pacheco, Paulo Sefton e Rico, entre outros muitos.

Vale a pena conferir o LENDAS DO SURF do também "legend" Marcelo Kaneca.

Aloha!!!

Segunda-feira maneira.


"Pare um pouco para refletir sobre todos os grandes momentos que o oceano tem lhe propiciado. Sim...eu sei. Há muitos. Agora tente imaginar sua vida sem esses momentos... Eu não consigo...porque estes momentos são alguns dos maiores tesouros da minha vida (sem contar minha família). Agora pense em como você está retribuindo esta dádiva para o oceano. Basicamente o que eu estou tentando dizer é...cuide do oceano, que ele cuidará de você."

Rob Machado (surfista, músico)

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Fim das ondas em La Paloma?

Um grupo de empresas multinacionais esta anunciando a construção de um porto de águas profundas na cidade uruguaia de La Paloma. A praia de La Aguada será destruída e parte da zona balneária compreendida entre La Paloma e La Pedrera. Ainda não existem estudos dos impactos ambientais definitivos, mas é certo que além de acabar com as ondas de La Aguada outros picos de surf certamente sofrerão algum comprometimento seja ambiental ou de ondas. Os picos de Zanja Honda, Anaconda, Los Botes, Barco, Corumbá , Gavilan, Desplayado e outros podem ficar comprometidos. La Paloma fica distante 150 km do Chui, fronteira do Brasil. Um paraíso das ondas intocado em bons beach breaks e point breaks. La Paloma faz parte do Departamento de Rocha que apresenta grandes extensões de praias, lagoas, serras, planícies, áreas de natureza protegida, livres de contaminação humana. Um porto de águas profundas na região implica no trânsito de grandes navios de carga, instalações de gruas, praias de contenção, muitos hectares destinados ao tráfigo de caminhões com mais de 50.000 kg de carga nas estradas. Existe ainda uma planta gaseificadora e um gasoduto, o que significa um impacto ambiental imenso , suscetível a acidentes ou crimes ecológicos. A região possui ainda uma zona turística imensa, muito devido as boas ondas da região, que cresce ano a ano,com a criação do Porto estará também comprometida. Os surfistas uruguaios em todo o pais, já se articulam em oposição a obra. Os surfistas brasileiros e wavetoonenses que conhecem a costa do Uruguai sabem da beleza da região e de suas ondas devem aderir ao movimento pois os aspectos financeiros não podem ficar a frente dos danos ao meio ambiente. O Brasil e Wavetoon devem se juntar a esta luta ao lado dos irmãos do Uruguay, e preservar uma das regiões mais belas e conservadas da América do Sul. As fotos que seguem, mostram todo o potencial da região. O que vamos dizer aos nossos filhos , que deixamos acabar com La Paloma, não deixe isto acontecer.La Paloma esta ameaçada. ASSINE O PROTESTO.
Por / Mauro Escobar.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Segunda-feira maneira.

"A vida é como uma onda, então porque não pegar uma das grandes e ir arrepiando até a beira?"
Miki Doyle (surfista e lenda viva dos anos 60')

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Mustang's

Kadu brincando com o perigo


No meio da segunda guerra, um caça norte-americano modelo P-51 Mustang, teve problemas no motor quando sobrevoava Wavetoon. O piloto conseguiu corrigir o avião e foi planando sobre o oceano para o que seria um pouso perfeito sobre a água. Quando tocou a superfície do mar o avião explodiu. Poucos centímetros abaixo da linha da água havia um recife, que depois desse dia passou a ser chamado de Mustang. Lugar perigoso, cercado de correntes e habitado por tubarões, o recife de Mustang tem uma longa história de tragédias. Desde o século 17 embarcações tem sido vítimas desta laje traiçoeira e dizem que nas proximidades do recife, existe um verdadeiro cemitério de navios, pessoas e tesouros. Lobo e Tuco, foram os primeiros caras que tentaram chegar lá remando. Queriam surfar os picos enormes e perfeitos que quebram sobre ele, quando o swell está de sul. Lobo acabou pagando pela aventura com a própria vida. Nos anos oitenta, Lambari ainda garoto, freqüentava o lugar sozinho e começou a passar por mentiroso quando contava o que tinha ido fazer em Mustang’s. Depois, calou-se e passou anos sem tocar no assunto. Continuou freqüentando o local e desfrutando daquilo tudo só. Um dia, foi descoberto por um amigo do seu pai que sobrevoava o local e reconheceu seu bote. O cara era repórter da Gazeta de Wavetoon e impressionado com o que viu, fez uma matéria sobre o garoto e o lugar. Depois disso, Lambari passou a ser respeitado e o lugar tornou-se um dos mais cobiçados locais de surf em Wavetoon. Quebra com swell de sul e qualquer vento do quadrante norte, mas fica de sonho quando tem só uma brisa

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Segunda-feira maneira.

“O Miki Dora disse uma vez, que a vida é um desperdício de tempo e que surfar é uma bela maneira de alguém desperdiça-la.”
Devon Howard - surfista profissonal, escritor e fotógrafo.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Segunda-feira maneira.


“Não devemos permitir que o relógio e o calendário ceguem-nos
para o fato de que cada momento da vida
é um milagre e um mistério.”


H. G. Wells (escritor)

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

VISUAL PETITION - Minds in the water.

Você já encontrou um destes dentro da água? Acho que sim. Quase todo mundo que pega onda já teve contato com estes seres e muitos de nós já compartilharam até ondas com eles. Quem fez contato, sentiu a vibe! Pois então, vai lá no site Visual Petition e participa deste movimento mundial para acabar com o massacre destes seres fantásticos.
A Visual Petition é uma iniciativa global de toda a comunidade do surf para acabar com o absurda crueldade cometida contra baleias, golfinhos e focas. Eles estão sendo brutalmente exterminados, pela estúpida voracidade comercial de alguns seres humanos, que envergonham-nos de pertencer a mesma espécie. Entra no site e assiste ao vídeo feito no Japão, depois participa da petição visual.
É importante!
É triste...
Para saber mais entre em http://www.visualpetition.com/

Minds in the Water - Visual Petition

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Segunda-feira maneira.

"Cheiro a terra as árvores e o vento
Que a Primavera enche de perfumes
Mas neles só quero e só procuro
A selvagem exalação das ondas
Subindo para os astros como um grito puro."
Sophia de Mello Breyner (poeta portuguesa)

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Segunda-feira maneira.

“Considerando que criamos constantemente a nossa própria realidade, o simples ato de preocupar-se com o que os outros pensam só faz alimentar automaticamente a carga crítica sobre nós mesmos”
Srivananda Peregrinus.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Segunda-feira maneira.

"Elegância é a arte de não se fazer notar, aliada ao cuidado sutil de se deixar distinguir."
Paul Valery

sábado, 27 de setembro de 2008

Wavetoon e "O SENTIDO DA VIDA"

Sempre nos disseram que éramos uma cambada de idiotas "sem cultura"! Nos anos 50 quando comecei a fazer surf, o principal comentário dos meus pais e de quem não pertencia ao meio foi: "Quando cresceres, vais ver que estiveste desperdiçando o teu tempo quando podias estar fazendo algo de útil."
Bruce Brown - surfista e cinegrafista. Diretor do Endless Summer.

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

20 de Setembro - DIA MUNDIAL DA LIMPEZA DE PRAIAS

O mundo inteiro tem notado que, apesar da reconhecida importância do mar, estamos abusando deste precioso recurso. Com a idéia de que tudo o que desaparece nas águas não polui, transformamos algumas partes do mar em verdadeiras lixeiras, acabando com a vida marinha e com as possibilidades de uso para pesca e diversão. Preocupados com essa situação, ambientalistas criaram campanhas mundiais de conscientização sobre a poluição marinha, como o Dia Mundial de Limpeza de Praias. Todo ano, no terceiro sábado de setembro, o Centro para a Conservação da Vida Marinha ( CMC ) e o Clean Up the World Austrália, em conjunto com universidades, associações de moradores e institutos de pesquisa, organizam uma campanha de coleta de lixo em praias brasileiras. Neste evento, voluntários coletam, pesam e classificam o lixo em praias, rios e lagoas.

O resultado tem sido surpreendente : mostra que o plástico é o principal vilão na sujeira das praias. Quase dois terços de tudo o que é encontrado pelos voluntários é algum tipo de plástico. São garrafas de refrigerante, tampinhas, sacos, chinelos, tudo largado na areia! Que porcaria, né?! O pior é que tartarugas, aves, golfinhos e baleias podem confundir o plástico que fica boiando, com as lulas e águas vivas, de que eles se alimentam. Em 1993, uma baleia encontrada encalhada no litoral do Rio Grande do Sul tinha quase um kilo de plástico no estômago. Outros casos mais recentes são conhecidos para a Bahia e Rio de Janeiro, onde aves marinhas engoliram por engano pedaços de balões coloridos de festa. Que triste fim para estas criaturas do mar!
A primavera será diferente! Quando setembro chegar, junte sua galera e mostre que você está ligado no mundo ! Menos lixo nas praias, mais alegria pra todos nós. Os golfinhos e tartarugas agradecem!!!

CANDICE - capítulo 25 - final

leia toda a história- Putz, não acredito! Coloquei as mãos para cima devagar e fui me virando lentamente. Por entre as venezianas semi-abertas da janela lateral, a luz vermelha do nascer do sol me revelou uma figura de mulher. Encharcada, com um vestido branco grudado no corpo, segurava com as duas mãos uma arma apontada na minha direção. O tempo parou!
Nenhum ruído, até o mar silenciou. Pude então ver o seu rosto, ao mesmo tempo em que ela me encarava. Com espanto, nossos olhares se cruzaram. Ficamos ambos calados por um tempo sem acreditar na situação. Sem conseguir imaginar que aquilo fosse possível. TUC, TUC, TUC... As mangas do seu vestido começaram a gotejar quebrando o silêncio.

O tempo voltou a avançar. Com os olhos fixos nos meus, ela foi baixando os braços lentamente e pude ouvir o gatilho ser desarmado. Seus olhos ficaram úmidos, talvez porque tenha sido tomada pelas mesmas lembranças que eu...
Ela deu dois passos na minha direção, com a cabeça levemente inclinada para frente como se procurasse certificar-se de que era realmente eu que estava ali.
Parou junto à cama e sentou-se na borda. Com o olhar ainda fixo no meu, um suave sorriso emergiu de seu rosto até então sério. (Acho que no meu também)
Parecia uma visão. Ali estava ela, exatamente como há quinze anos atrás. Linda! Minha primeira namorada, minha única paixão...
Exclamamos juntos;
- MAIA - CANDICE!
- O QUE VOCÊ TA FAZENDO AQUI?
Bom, o que rolou depois não é muito difícil de imaginar.

Candice dividiu a grana com a Margô.
Ela acabou ficando na Austrália quando seguimos com o veleiro para a nossa primeira volta ao mundo. Perdemos o contato. Acho que ela ainda tinha expectativas em relação à Candice. Sei lá.

De tempos em tempos quando passamos por Wavetoon, retornamos a ilhota pra matar a saudade da direita da Ponta Sul. Até reformamos a casinha.
Agora mesmo eu estou aqui, escrevendo esta história sentado na varanda e olhando para a última onda do dia. Uma parede perfeita azul turquesa, transpassada pela luz do poente e suavemente tocada pelo vento da terra vem rolando na minha direção. Nela está a Candice, deslizando suavemente com o pé no bico e um sorriso no rosto. Olho mais para a direita e o sol toca o horizonte tingindo tudo de vermelho. Giro a cabeça para a esquerda, e o meu fiel amigo Rato, entra no plano de visão, correndo e latindo atrás das gaivotas. Como sempre.
Sei o que você está pensando: Vida difícil!

Relembrando tudo isso, difícil mesmo foi tentar entender como o destino me colocou nesta situação. Fui assaltado por minha primeira namorada sem saber que era ela, fiquei numa tremenda roubada no meio do nada depois de estar curtindo um surf solitário e relaxante... E então? Então acabo milhonário, com a mulher dos meus sonhos e o resto da vida pela frente...
Vida difícil!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Segunda-feira maneira.


O som das ondas batendo num recife no out side é sedutor e instigante - como a grande fanfarra de trompas em "Morte e Transfiguração" de Richard Strauss, movendo o nosso espírito para a ação. John Severson (surfista, artista e fundador da Surfer Magazine)

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Segunda-feira maneira.

“Talvez uma das alegrias mais sutis de surfar, venha do efeito que tem uma onda quebrando, de cancelar a gravidade. Enquanto a terra nos puxa para baixo, o movimento ascendente de
uma onda nos faz sentir momentaneamente livres do peso deste mundo.”
Yassine Ouhilal (surfista, fotografo, contador de histórias)

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

CANDICE capitulo 24

leia os capitulos anteriores - Estava exausto depois de toda aquela trabalheira, mas com toda a grana limpinha, organizada e empacotada para viagem. Uma tormenta se armou no oeste, nuvens chumbo fecharam o continente e a noite caiu rapidamente. Achando arriscado fazer a travessia à noite, pensei ser melhor dormir cedo e sair fora ao amanhecer em direção a minha nova vida. É claro que eu não consegui dormir direito, passei a noite rolando na cama, cochilando e acordando. Além da tempestade e das trovoadas, aquela grana toda invadiu a minha alma, me enchendo de ilusões e ansiedade. Inevitável. Um turbilhão de cenas e situações passava como um filme na minha cabeça ilustrando o meu possível futuro.

Acabei relaxando e dormindo um pouco quando o dia já estava por amanhecer. O pai da Candice novamente apareceu nos meus sonhos. Parado em pé sobre um monte de dinheiro, o velho estava calmo e me olhava com um olhar compassivo enquanto com uma mão apontava para o mar e com a outra segurava Candice, linda, que flutuava ao seu lado como um espectro, encharcada pela chuva forte que caía sem parar.
AUAUAU! O insistente latido do Rato me tirou por alguns momentos de dentro do sonho. Imaginei por instantes, a cena dele correndo lá fora atrás das gaivotas.

Voltei a dormir.
O Rato agora latia para o pai da Candice enquanto ele me olhava nos olhos e repetia como um mantra, umas palavras que eu não conseguia identificar.
Um vento forte soprava os cabelos da garota na minha direção e o seu fantástico perfume novamente invadiu as minhas narinas.
INNNNHEEEEC! Acordei novamente com o barulho da dobradiça. De costas para a porta do quarto, me encolhi esperando o Rato saltar sobre a cama para me acordar. Isso já tinha se tornado um hábito para ele. - Cão danado. Pensei; - não me deixa dormir sossegado.

- Estranho, mesmo acordado continuo a sentir o perfume do sonho. Pensei confuso, meio sem entender como aquilo seria possível enquanto me virava para a porta.
- FICA QUIETO SENÃO EU TE APAGO! Ela falou sem alterar voz e o seu cheiro invadiu o quarto...segue

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

domingo, 31 de agosto de 2008

Segunda-feira maneira.

"Não tenho viajado tanto para novos lugares como eu costumava fazer,
mas mesmo no meu surf spot local, cada onda que surfo inclui um pouco
do gostinho de uma nova viagem e de um novo destino.”
Craig Jarvis (surfer, editor da revista sul africana ZigZag)

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

CANDICE capitulo 23

leia os capítulos anteriores - Sonho ou realidade? Meu cérebro demorou um pouco para processar a informação enviada pelos os meus olhos. Esfregando o rosto, e sem acreditar no que via, esquadrinhei as imediações do saco de ração com um olhar atento. Era dinheiro mesmo!
– IIIIHAAAAAA! ENCONTREI IIIIIIIIIIIII A GRAAAAAAAANA! Gritei com gana espantando as aves de uma só vez e acordando o Rato que dormia próximo dali alheio o alvoroço das gaivotas.

Estava repleto de dinheiro misturado com a ração para cães. Meio zonzo, fiquei pensando porque elas haviam colocado o dinheiro dentro de um saco de ração? Mas isso não vinha ao caso, levantei e fui avaliar o achado.
Tirei o saco do meio das pedras e abaixo dele havia outros de lona plástica cheios de grana, notas de R$ 100,00, novinhas em maços de 10 cm. A cada saco que eu puxava para fora do buraco, meu batimento cardíaco aumentava 10 e a minha imaginação aumentava 20.
- CÃO ESPERTO! Falei alisando o lombo do meu amigo que me olhava parecendo entender a minha alegria. Liguei o Ipod, coloquei os fones e estava rolando um Ben Harper...

I knew a girlHer name was truth
She was a horrible liar
She couldn´t spend one day alone
But she couldn´t be satisfied
When you have everything
You have everything to lose
She made herself a bed of nails
And she´s planning on putting it to use
But she had diamonds on the inside
She had diamonds on the inside
She had diamonds on the inside
Diamonds
A candle throws its light into the darkness
In a nasty world so shines a good deed
Make sure the fortune that you seek
Is the fortune that you need
Tell me why the first to ask is the last to give every time
What you say and do not mean
Follows you close behind…

Ao som do cara, passei as horas seguintes trabalhando pesado levando os sacos um a um, no lombo, até a casinha na praia. Foram dez sacos e dez viagens. Durante a dura tarefa de carregar todo aquele peso por quilômetros, várias vezes sonhei o futuro, e fiz planos para o resto da vida... segue

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

CANDICE capitulo 22

leia os capítulos anteriores - A pirâmide tinha mais ou menos um metro de altura. Empurrei a pedra do topo e fui movendo uma a uma até surgir um volume enrolado numa lona plástica. Parecia uma caixa. O Rato não parava de latir e aquilo começou a me deixar nervoso. Dei uma corrida no cara e continuei concentrado na tarefa, já supondo ansiosamente o que eu poderia encontrar ali.
Lá de cima olhei para a arrebentação e uma série quebrando perfeita passou rolando ao lado das rochas enquanto uma brisa da terra suavemente alisava as cristas atraindo minha atenção de maneira hipnótica. Quando o meu olhar se voltou para baixo, a lona havia sido removida pelo vento revelando-me o conteúdo.

Um saco de 50 kg de ração para cães? Putz...que merda! Então é por isso que você me fez vir até aqui! Cachorro danado! Desanimado com a revelação, voltei meu olhar para o mar enquanto o Rato caía de boca no pacote. A imagem de um veleiro branco cruzando a linha do horizonte tornou inquieto o meu espírito, foi o primeiro barco que eu vi passar por ali enquanto estava na ilha. Inevitável pensar nas garotas. Mas ele estava bem longe e ia numa direção oposta a minha. Assim, cansado e meio sonolento, deitei sobre o rochedo aquecido pelo sol com as mãos atrás da nuca. Aconchegado pelo calor da pedra e embalado pelo ruído ritmado do oceano, meu corpo relaxou e adormeci.

- Quác, quác! O grito das gaivotas migrava do meu sonho para a realidade. Enquanto eu abria os olhos lentamente, o azul do céu contrastava com alguns pássaros brancos que sobrevoavam o meu corpo. - Quác, quác! Sonolento olhei para o lado e pude ver dezenas de gaivotas amontoando-se na tentativa de comer as sobras de ração para cães que saíam do saco arrombado pelo Rato. Junto a montes de bolinhas escuras, maços de notas espalhavam-se pelas rochas... segue

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Segunda-feira maneira.

“São as ondas que impõe o ritmo da vida de um surfista"
Tony Caramanico (surfista e artista)

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

CANDICE capitulo 21


leia os capítulos anteriores - Então esta é Ponta Sul que a Candice falou no seu diário! Eu pensava, sentado na prancha enquanto mais uma das séries fantásticas, que entravam a cada quinze minutos despontava na linha do horizonte.

No drop, eu tinha que ser rápido, com uma mão na borda e a outra riscando a onda, já colocado para o tubo. Depois de rodar por alguns segundos, a parede longa, perfeita e transparente, abria-se por uns cem metros na minha frente. Passei a mão no cabelo para tirar o excesso de água que escorria para os meus olhos, ajeitei o corpo na prancha e deslizei imóvel até o fim da onda, simplesmente olhando e sentindo aquele milagre da natureza, que agora me envolvia de maneira espetacular, numa manhã qualquer em uma ilha perdida no atlântico sul.

Sentado no line up entre uma onda e outra, eu fiquei pensando no quanto resistimos em fluir na vida, em simplesmente relaxar e seguir o seu fluxo. Ao contrário, estamos sempre tentando remar contra a correnteza, tentando domina-la, submete-la aos nossos planos e objetivos. Mas a vida é incontrolável e o destino não segue exatamente os nossos planejamentos. Assim, só nos resta viver um dia de cada vez e tentar pelo menos, ir na direção que manda o nosso coração.

Observando o Rato lá na ponta de pedras, comecei a ficar intrigado. Cada vez que ele notava o meu interesse, seu comportamento mudava e o cão parecia fazer de tudo para chamar minha atenção. Não resistindo à curiosidade, peguei uma onda para sair. Larguei a prancha na beira da praia e fui caminhando lentamente na direção das rochas. Quanto mais eu me aproximava, tanto mais o Rato ficava excitado. Pulava e latia em volta de uma pirâmide de pedras que não parecia ter uma organização muito natural. Quando cheguei mais perto, ficou claro que aquela formação havia sido feita por alguém... segue

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

Segunda-feira maneira.


"A vida não é a que cada um viveu,
mas a que recorda
e como a recorda para contá-la.”
Gabriel Garcia Márquez