sexta-feira, 31 de agosto de 2007

No domingo a Kombi faz 50 anos - The Magic Surf Bus

Minha velha e lendária Kombi, sempre presente, assistiu centenas de vezes cenas como essa. Me perguntam porque não troco de carro, porque não compro uma 4x4. Acho que eu sou um romântico que acredita que coisas, assim como pessoas, podem existir por muito tempo com qualidade. Não necessitam ser descartadas por uma mais nova, só porque existe uma mais nova. Se a gente cuida um pouco delas, nos dão alegrias por muitos anos. Ainda mais o meu Kombão que está impregnado de aventuras incríveis, roubadas fantásticas, mas principalmente do riso dos amigos e dos lugares maravilhosos por onde andou.

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

National Geographic em Wavetoon.

O Biólogo e pesquisador Francês Jacks Tatuille está na ilha deste ontem. Ele veio estudar a rota das baleias francas, com o objetivo de fazer um documentário para a National Geographic. A equipe da NG usará Wavetoon como a base do projeto, devido a posição geográfica da ilha. O grupo está sendo recepcionado pelos menbros do CPC (Centro de Proteção a Costa) representados por Lambari, Mariana e Jeff. O gringo, local de Biarritz, já chegou amarradão, perguntando pelas ondas que viu do avião.

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

Mantenha limpo o oceano.

A Baleia Franca é uma das espécies de cetáceos mais ameaçada de extinção no planeta. Desde o período colonial tem-se notícia do interesse dos conquistadores e das populações costeiras pelas Baleias Franca, devido a sua espessa capa de gordura que servia para a produção de óleo destinado à iluminação. O pouco que sabemos hoje sobre estas baleias nos assegura que a espécie, apesar de seu tamanho gigantesco (até 18 metros de comprimento), é muito sensível à degradação ambiental provocada pelo homem. Todos os anos, de junho a novembro, as Baleias Franca visitam em grande número a Ilha de Wavetoon. Elas procuram esta região em busca de águas mais quentes, para procriar e amamentar os seus filhotes. Até 1973, muitas vezes elas acabavam por encontrar a ameaça dos arpões dos pescadores locais. Neste ano, foi morta a última Baleia Franca na nossa costa. Daí pra frente varias entidades locais e internacinais vem lutando para manterem os cetáceos protegidos. Aqui em Wavetoon cabe destacar o trabalho incessante de Mariana e Lambari no CPC.
Fonte: Instituto Baleia Franca

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Capitulo 7 - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capítulo 6...Infelizmente eu estava certo! Uma série enorme começou a se aproximar. Descomunais paredes ascendentes fecharam a linha do horizonte e aproximavam-se numa velocidade espantosa. Comecei a rezar e a remar com todas as minhas forças em direção a elas. Eu dava dezenas de braçadas e mesmo assim ainda continuava subindo na parede daquelas ondas assustadoras. Passava a crista no limite, deslizava alguns metros por traz dela e iniciava novamente a remada em direção próxima, que já vinha com o topo espumando, parecendo a boca de um enorme monstro pronto para me engolir. Sam George, colunista da Surfer Magazine, disse que todo surfista tem que superar três dos mais poderosos medos humanos: o medo de afogar-se, o medo de ser enterrado vivo, e o medo de ser comido vivo. Ali, eu realmente me confrontei com eles e até hoje ainda não sei se consegui supera-los.
Depois que passei pela última, ofegante e assustado, sentei-me na prancha para procurar por Lobo. Não consegui ver nada, pois a série ainda quebrava e uma nuvem de água formada por sua explosão, pairava no ar.
Fiquei apreensivo por meu camarada, olhava alternadamente para o horizonte tentando não ser surpreendido, e para o line up procurando por Lobo. Foi então que, na última onda, no último momento possível, ele passou no limite. A velocidade da onda e de sua própria remada, fez com que ele e a prancha voassem sobre a crista que despencava varrida pelo terral. No ar, o vento arrancou-lhe a prancha das mãos, jogando-a a uma grande distância. Pude assistir, sem poder ajudar, seu desespero nadando em direção a ela. Conseguiu pegá-la e remou até onde eu estava.
O cara chegou sorrindo e parecia relaxado. Eu não podia acreditar...segue

segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Segunda-feira maneira.

"Com o beijo do sol como um indulto, e o grito dos pássaros para alegrar, eu me sinto mais perto de deus quando surfo uma onda em qualquer lugar da terra."
Tiki Yates

domingo, 26 de agosto de 2007

Garotas em Wavetoon

Domingo, praia grande, vento oeste fraco, meio metrão nas séries. Boas ondas!
Have a nice day!

sábado, 25 de agosto de 2007

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

17. – Ta tudo diferente - história do surf em Wavetoon – 1970

Capítulo 16...U’Paka novamente introduziu novidades por aqui. Voltou do Hawaii com umas pranchas diferentes, muito menores e mais estreitas do que nossos long’s. Os modelos então, eram incríveis! Uma 7 pés vermelha que tinha um raio branco no deck, com a rabeta fina e o bico igualmente acentuado numa forma ogival. A outra uma verdadeira curiosidade. Com 6 pés e 6 polegadas, tinha uma rabeta larga, que U’Paka chamava de “fish tail”, e o bico bem mais arredondado que a primeira, mas igualmente ogival. Ele trouxe também um filme, onde apareciam caras como Gerry Lopez e David Nuuhiwa’s pilotando os foguetes de uma maneira totalmente diferente de como pensávamos o surf.
Foi incrível ver a reação da galera, na sessão de estréia, quando aquele havaiano magrinho chamado Gerry Lopez, dropou uma bomba atrás do pico e colocou-se dentro de um tubo azul, enorme e perfeito. O cara parecia totalmente relaxado, sem nenhuma tensão, fazendo aquilo parecer fácil, numa onda que para nós, era considerada quase impossível. O silêncio tomou conta da sala durante alguns segundos, após a cena foi invadido por urros e gritos, que expressavam a esperança dentro de cada um dos caras, de em breve estar vivendo um momento semelhante ao de Gerry... segue

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Travessia do deserto

André Parente, é um surfista português que está viajando pelo mundo em busca de ondas e experiências. O seu blog, Tempo de Viajar, inicia com uma citação de Thoreau, acredito que do Walden, que nos faz pensar sobre escolhas e maneiras de se viver a vida. Acompanho com admiração e confesso, com um pouquinho de inveja, os relatos desta aventura de prancha e mochila que ele está empreendendo nos caminhos da Terra. No relato de hoje, cruzando o deserto do Peru, e tendo uma visão do inferno, André nos emociona mostrando quão paradoxal e injusta, é nossa existência como seres humanos neste planeta. Vale dar uma passada por lá e conferir as histórias deste viajante solitário. http://www.tempodeviajar.blogspot.com/

Tempo de Viajar - Fui para a floresta viver de livre vontade, para sugar o tutano da vida. Para, quando morrer, não descobrir que não vivi. (Henry David Thoreau)

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Capitulo 6 - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capítulo 5... Do ponto onde estávamos, a ilha grande ficava a nossa direita e era tentador remar em direção a ela encurtando o percurso. Entretanto as séries entravam paralelas ao nosso rumo e isso tornava muito perigoso tentar realizar este atalho. Começamos a perceber, que remávamos arriscadamente na linha da arrebentação, e que, se uma série maior chegasse, poderíamos ficar numa situação bem complicada. O período entre elas era relativamente longo, mas num mar com aquelas dimensões nossa relação de espaço e tempo estava totalmente alterada. Assim tínhamos duas alternativas; remar até o continente ou pegar uma onda. A segunda hipótese, para mim, estava totalmente descartada. O frio, o cansaço, a tarde caindo no horizonte, e a tensão a cada série que entrava, ia minando a nossa esperança de aquilo tudo acabar bem. Quase não conversávamos, apenas trocávamos olhares durante breves momentos, a buscar no rosto do companheiro a força para continuar, sabendo que iríamos compartilhar a memória daqueles momentos pelo resto das nossas vidas. Com o queixo apoiado sobre a prancha, remávamos como autômatos em direção ao continente. Sem percebermos, nos aproximamos perigosamente da Ilha Grande, guiados unicamente por nosso instinto de sobrevivência. Falei para o Lobo que remássemos mais para fora na direção das séries, ele disse que não, que onde estávamos parecia bem. Lobo tinha muita mais coragem e experiência que eu. Ele parecia seguro e calmo. Isso me fez pensar que eu estava exagerando nas precauções e entrando em desespero, mas... mesmo assim remei pra fora. Entrei uns cinqüenta metros, mas continuamos, agora distantes, remando lado a lado em direção ao continente...segue

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

sábado, 18 de agosto de 2007

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

O Limiar

Kadu no Hawaii sob as forças que vigiam o limiar.

"A aventura é, sempre e em todos os lugares, uma passagem pelo véu que separa o conhecido do desconhecido; as forças que vigiam no limiar são perigosas e lidar com elas envolve riscos; e, no entanto, todos os que tenham competência e coragem verão o perigo desaparecer."

Joseph Campbell (um mitólogo que andou surfando com Duke Kahanamoku)

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

A Busca - cenas do álbum n° 1

O álbum n°1 de Wavetoon está pronto, contando histórias reais acontecidas por aqui, das quais algumas eu participei. Está apenas aguardando o fechamento dos patrocínios para ser publicado. Fui liberado para mostrar algumas cenas que vão rolar por lá.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

+ Laje do Portal

Está foi o Lambari que me enviou. Momento mágico, captado do barco, ontem, minutos antes de deixarem a Laje do Portal após uma tarde clássica.

terça-feira, 14 de agosto de 2007

A Laje do Portal

A Raica me enviou ontem esta foto impressionante a qual passo para vocês em primeira mão. Descoberta há alguns dias pelo Lambari enquanto pescava nas proximidades, e batizada ontem por ela do helicóptero da Gazeta, a Laje do Portal fica bem longe da costa de Wavetoon. Talvez uns 20 km segundo o Lambari. Ontem foram até lá para fazer um reconhecimento e tentar uma sessão, como dá para ver o lugar é incrível. Segundo eles não necessita um swell muito grande, qualquer ondulação que passe sobre a laje, quebra perfeita e, se o vento coperar, fica clássico. Vamos aguardar novas imagens pra conferir mais de perto.

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

Segunda-feira maneira.

"Conhecimento e respeito superam o localismo. Localismo é bom quando estabelece um equilíbrio entre o respeito por aqueles que conhecem um surf spot e o respeito por aqueles que tem o direito de conhecê-lo."

Chuck Menzel - surfista

sábado, 11 de agosto de 2007

sexta-feira, 10 de agosto de 2007

16 – O começo da mudança - história do surf em Wavetoon – 1968

capítulo 15...Na segunda metade dos anos sessenta uma revolução estava no ar em todo o mundo. Mas os surfistas não deram muita importância, pois já estavam surfando uma onda de mudanças que sempre acontece antes, em todos os movimentos de contra-cultura durante as épocas turbulentas. Estavam lá, antes do jogo começar, na vanguarda de tendências de moda, filosofia, música e comportamento. Por aqui, uma fumaça doce perfumava as dunas de El Faro e uma nova geração começava a abrir caminho em direção às novidades que estavam por vir. Os cabelos começavam a crescer e as roupas a ficarem coloridas. Meu velho, Jonas Dulong e seus amigos Jerry, Foca e Fred, eram da nova geração que começava a se destacar dentro da água e absorver rapidamente as novidades que surgiam também por aqui. No Hawaii o pessoal testava um novo tipo prancha que surgiu da troca de informações entre alguns mestres da nossa arte. A coisa toda começou quando o australiano Bob Mac Tavish encontrou-se com o californiano George Greenough. Estes dois caras, colocaram em prática suas idéias que fizeram as pranchas encolherem de 9’6” para 6’6” em menos três anos. Os também australianos Nat Young e Wayne Lynch foram os pilotos de teste desses novos foguetes e deram uma grande contribuição para esta revolução. Dick Brewer, no Hawaii, deu o toque final de refinamento no design. Foi uma deserção em massa de tudo que já se tinha feito antes. Começava uma nova era... segue

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Onde os opostos se encontram

Numa surf city, a beira da praia é fronteira do planejado, do previsto e do conhecido com o inesperado, o incontrolável e a aventura. O que será que o Iki está vendo?

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

"As Ondas da Vida"

Sempre ritualizo quando planejo ler um bom livro. Ontem, sentei pra ler o "As Ondas da Vida"que fiquei conhecendo no grande surf 4ever do Gustavo. Liguei a lareira, servi uma taça de vinho tinto, sentei em uma poltrona confortável e não senti mais o tempo passar. Me identifiquei, vibrei e me emocionei. Entrei madrugada, não consegui largá-lo sem terminar. Valeu Zé! Tem coisas escritas ali que bateram fundo na minha alma, compartilharam vivências atuais da minha vida privada. Me ajudaram. Outras, revelam em você, aquilo que penso que todo o surfista deveria ter quando entra na água; Consciência da arte que vai praticar, do que ela significa, da sua história, da sua cultura...
Tô louco para ler o Mundaka, o outro livro Zé Augusto!

terça-feira, 7 de agosto de 2007

Capítulo 5 - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capitulo 4... Lobo parecia preocupado e eu estava apavorado. Tínhamos subestimado o tamanho do mar e o tempo que levaríamos para chegar até o pico remando. Começamos a nos dar conta que a tarde caía e que logo estaríamos no escuro. As séries estavam bem espaçadas e assim resolvemos esperar a próxima para poder nos localizar. Não queríamos ser surpreendidos novamente. Mas foi inevitável, outra série despontou no horizonte, remamos novamente para ela com o coração na boca, eram cinco ondas e fomos vencendo uma a uma no limite do pico, elas passavam por nós e quebravam, sobre a laje, fazendo um barulho amedrontador. Agora pelo menos eu acreditava saber onde estávamos. Vimo-nos ali sentados, tentando recuperar o fôlego naquela situação insólita e tomamos consciência da roubada em que nos metemos. Cientes de que não conseguiríamos surfar àquelas ondas, decidimos voltar. O plano era remar até Tiburones e tentar sair pelo mesmo lugar onde entramos, talvez pegar o rabo de alguma onda ou remar contra o canal, o que para mim, parecia inviável. Eu tinha a esperança, embora remota, de encontrar uma baía protegida no lado sul da Ilha Grande. Nossos neoprenes eram rudimentares comparados com os de hoje, e logo começamos a sentir os efeitos do vento e da água fria, o medo e a tensão, faziam nosso coração bater mais rápido e assim, íamos gastando muito mais energia do que o necessário. Ambos tremendo de frio, miramos a Ilha Grande e começamos a remar na direção do por do sol... segue

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

Segunda-feira maneira

"O surf foi conduzido como um culto e é um culto. Estive durante muito tempo nesta coisa tribal. Enquanto tribo, os surfistas procuram todos, algo que o homem normal da rua não faz idéia do que é. Os surfistas agora estão se tornando respeitáveis, houve muita gente que se esforçou por isso, o que é ótimo. Mas nós sabemos que estamos envolvidos numa coisa diferente."
Nat Young – campeão mundial em 1966

domingo, 5 de agosto de 2007

Garotas em Wavetoon

Mais um domingo de ondas tranqüilas e muita gente bonita na praia.
Fê, se preparando para aquele giro pelas areias.

sábado, 4 de agosto de 2007

sexta-feira, 3 de agosto de 2007

15. – The Endless Summer - história do surf em Wavetoon – anos 60

capitulo 14... Numa época em que os fluxos de informações eram lentos, a televisão engatinhava e a internet era um sonho de ficção científica, U’Paka significou para nós o elo de ligação com os principais acontecimentos do mundo surf. Estabelecido por aqui e constantemente indo e voltando ao Hawaii, ele trazia de suas viagens os melhores equipamentos, as principais revistas, e as informações mais quentes do que estava rolando lá fora. Também trazia com ele o espírito Aloha característico do seu povo.

Assim, ele compartilhava tudo com todos, demonstrando sua imensa generosidade e carinho por todos nós. Numa de suas viagens, trouxe um rolo do filme chamado “The Big Surf” feito por seu amigo Bud Brown em 1957. Este filme teve várias sessões, as primeiras só para os iniciados, logo foram aparecendo os curiosos e finalmente depois que a notícia espalhou-se, todo mundo queria ver.

O surf deixava de ser uma secreta emoção vivida por visionários auto-exilados em El Faro, e começava a se tornar uma atividade aceita como um esporte, ou algo parecido com isso. Anos depois U’Paka apareceu com outro filme. Colorido, diferente, com uma trilha legal e uma proposta de sonho, "The Endless Summer" mudou a vida de muita gente. Todo mundo queria fazer aquilo e o crowd começou a aparecer. Os anos passaram e dezenas de pranchas decoravam as dunas e pedras de El Faro, transformando-a num lugar de culto. Ainda era a onda ideal para aquele tipo de equipamento e, além disso, o local sempre foi lindo.

Dali para frente, a cultura surf começaria a se reformular por mudanças convulsivas. Algumas dessas mudanças eram internas, mas a maior parte delas, emanava de terremotos sócio-culturais, vindos de uma sociedade em que os valores começavam a entrar em crise. Segue...

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Máquina de ondas

Uma atrás da outra vão quebrando perfeitas na Praia do Canto, para delírio dos mais atirados e também dos fotógrafos de plantão. Chegou o swell. Boas ondas!

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

Grande swell chegando

Da casa da Mariana lá na Praia do Canto, já dá para avistar a bomba de sul que está chegando.
O mar está alinhado. Grande chance de um mar épico nas próximas horas.