quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

...que o caminho seja brando a teus pés, o vento sopre leve em teus ombros. Que o sol brilhe cálido sobre a tua face, as chuvas caiam serenas em teus campos. E até que de novo eu te veja, que Deus te guarde na palma de sua mão...

Iki Campeão do Billabong Colegial

Luiz Henrique o "Iki", no último domingo dia 21 de dezembro, em Torres no Rio Grande do Sul, conquistou dois títulos do circuito BILLABONG COLEGIAL 2008, o de campeão na categoria B (de 15 a 16 anos) e de vice-campeão na categoria C (de 17 a 18 anos).
Parabéns irmãozinho, você descobriu que pode!

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Deu na Revista Surf Portugal

O Mundo de Wavetoon
Todas as comunidades precisam dos seus mitos, narrativas simbólicas que dão um sentido à existência de quem delas faz parte. Quanto mais simples, elementares e partilháveis por todos, mais eficazes são os mitos, ao mesmo tempo que mais resistente se torna a comunidade. Fernando Pessoa, aliás, resumiu bem a importância do mito numa frase bem conhecida da Mensagem: “o mito é o nada que é tudo”. O surf não é excepção. Tem os seus mitos, por todos partilhados, independentemente da idade, do tempo de surf, do sítio onde surfam e, não menos relevante, da origem social. Se existe uma comunidade de surfistas é porque há algo que nos une para além da experiência tangível de deslizar nas ondas. E o que nos une é aparentemente uma mão-cheia de nadas, que, para nós, é, no entanto, de facto, tudo.Experimentem explicar a um não-surfista o mundo para o qual somos projectados quando pensamos em pranchas em cima dos carros e na descoberta de um point-break perfeito com ondas que quebram alinhadas, sopradas por um vento ligeiro, sem ninguém dentro de água. Para nós isto é tudo. Uma realidade com um sentido imediato e que, além do mais, é apreensível por todos. Para um não-surfista, estou certo, é um nada.Lembrei-me disto da primeira vez que conheci Wavetoon. Wavetoon que foi, primeiro, um site na net, para depois se tornar num livro de BD, à imagem das pequenas “histórias de quadradinhos” que inundaram as nossas infâncias. Curiosamente, tal como muitas dessas histórias, também Wavetoon nos chega do Brasil. Mas Wavetoon é acima de tudo um lugar onde se condensam todos os mitos do surf. Wavetoon é um pedaço de terra com todas as ondas possíveis: beach-breaks, reefs, point-breaks, outer-reefs. As imagens que nos chegam mostram-nas sempre a quebrar perfeitas – “a natureza foi generosa conosco e nos deu uma costa repleta de picos alucinantes”. Acima de tudo, Wavetoon remete-nos para todos os mitos fundadores do surf e para as suas imagens mais fortes. Nas histórias que são contadas encontram-se todos os elementos da nossa mitologia: “a estrada de terra pouco explorada e a praia deserta simbolizando nossa gana por caminhos inéditos e desconhecidos, o carro que nos faz nómadas modernos, a prancha, nosso veículo para a transcendência, as ondas, nosso objectivo final, nosso mestre, (e os amigos), representando (...) a cumplicidade que resulta desses momentos”.A história de Wavetoon é a história do surf simplificada e com lugar geográfico indeterminado. Dos primórdios em que o surf era um rito, passando pela descoberta de novas ondas e o desafiar de novas fronteiras, pela revolução que ocorreu na praia na passagem dos anos sessenta para os setenta, até às ondas crowdeadas dos nossos dias, está lá tudo. Como estão também as histórias mitificadas, repletas de personagem do assombro, os tubarões e os piratas (“diz a lenda que a primeira prancha de surf que apareceu em Wavetoon, foi uma Alaia trazida por um pirata. É incrível, mas foi isso mesmo que aconteceu. Por volta de 1600”); os pioneiros, lendas do passado que primeiro desafiaram mares gigantes e também os verões perfeitos, que nos acompanham toda a vida. E, claro, os temas dominantes da nossa experiência: as viagens, o corpo exaurido depois de um longo dia de surf com os amigos e a elegância feminina no surf, mas, também, nas praias.Wavetoon é-nos revelada em tiras de BD de traços infantis. Mas o que poderia afastar um adulto daquele imaginário tem o efeito contrário. Serve para revelar a simplicidade dos nossos mitos, ao mesmo tempo que os torna claros e compreensíveis por todos. O meu filho tem gostado do livro, talvez de um modo diferente de mim, mas essa talvez seja a prova acabada da força do que nos une enquanto comunidade. Uma coisa é certo, como se lê neste primeiro livro, “pouca gente conhece Wavetoon, mas posso garantir que é um lugar de sonho!". Um pouco como o surf, um mundo cheio de “nadas” que são, para nós, “tudo”.
Por Pedro Adão e Silva
publicado na coluna "Sal na Terra" da revista SurfPortugal.
colado do blog ONDAS.

Segunda-feira maneira.

"Uma lembrança de tempos mais simples. A complexidade só existe se você acredita nela."
Mike Dormer & Lee Teacher - Hot Curl -

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Lobo - Legends

Lobo na direita de Quebra-ossos.
Lobo foi um dos pioneiros. Foi ele o primeiro cara a surfar em Wavetoon, no dia em que, junto com seus amigos, encontrou uma alaia com mais de trezentos anos numa gruta da Praia das Pombas (Espectro Point). Nativo da ilha, aventureiro, figura carismática, Lobo sempre foi um grande fazedor de amigos e por isso o principal difusor do surf por aqui. Influenciou dezenas de garotos a se converterem ao surf e transformou-se numa espécie de ídolo da contra-cultura local. Logo se interessou pela construção de pranchas, e montou uma oficina. Com a chegada de U’Paka Halolo no fim dos anos 50, trazendo novidades do Hawaii, Lobo aprendeu novas técnicas e passou a viver do surf. Também nisso foi o primeiro. Com a evolução das suas pranchas e a companhia do recém chegado e experiente U’Paka, Lobo passou a explorar ondas maiores e mais difíceis. Num fim de tarde de inverno em 1966, com um enorme swell de sul, ele e seu amigo Tuco, resolveram ir até a Laje de Mustangs na remada. Queriam surfar as séries enormes e perfeitas que avistaram do morro de Quebra-ossos. No meio do caminho, ficaram encurralados entre séries gigantes e, vendo que seria impossível chegar lá, resolveram voltar. Segundo Tuco, Lobo remou na primeira da série, uma enorme vaga de 20 pés. Depois disso nunca mais foi visto.

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

A Praia dos Amores

a pequena baía ao amanhecer
Depois do canto norte da Praia Grande, existe uma pequena baía ainda praticamente virgem, que levou muitos habitantes de Wavetoon, a perderam lá a sua virgindade. Eu explico. Dizem os especialistas, que o solo da Praia dos Amores libera um gás afrodisíaco, pela tardinha e ao amanhecer. Quem estiver por lá nesses horários, com certeza ficará embriagado pelo lugar, pelas ondas e pelas pessoas que estiverem ao seu lado. Por isso, sempre vou sozinho ou com alguma amiga e não recomendo ir nesse horário numa barca com a galera. O pessoal vai começar a se estranhar. Talvez tenha sido estes fenômenos que levaram o maluco do Frank, único morador do lugar, a se aprofundar na ciência espiritual e mística do Tantra. Ta certo ele. Mas além de tudo isso, e de toda a sua beleza, lá rola um surf de muita qualidade. Se vocês olharem para o meio da baía, vão ver uma direita tubular de sonho. Vem solitária, lá de trás do canto esquerdo, até sua última seção, que passa pelo rochedo em forma de cone no meio da praia. Vale conferir e bem acompanhado!

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Segunda-feira maneira.

O incrível visual de La Barra - a esquerda o canto de Tulipas e a direita a Ponta das Tretas


“A natureza e todas as suas forças são muito mais poderosas do que nós. Mas podemos coexistir com elas física e mentalmente, e quando fazemos isso, experimentamos o sentimento de simplesmente ser, assim como a natureza simplesmente existe, e então expressamos o que e quem realmente somos. Depois de experimentá-lo, este sentimento nunca mais nos deixará. Ficará conosco para sempre e se tornará enorme quando estivermos envolvidos com uma bela e poderosa energia natural. Este é o motivo pelo qual nos viciamos no surf. Porque nunca paramos, e porque continuamos a viajar para terras distantes e oceanos desconhecidos, para experimentar o mesmo e familiar sentimento de simplesmente ser.”
John Rinek (surfista e fotógrafo)

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Outras Ondas.

"D'orey é um homem da renascença. Se interessa por tudo. Surf, moda, política, arte, sobretudo música. Mesmo quando dropam apenas um assunto, os seus textos espelham essa diversidade de interesse e de referências culturais" (Arthur Dapleve, jornal O Globo)
"Fred D'orey faz a sua parte se colocando, provocando e fazendo refletir, revelando em seus textos curiosos, a forma original como enxerga os mundos, sempre com boa dose de coragem e um indisfarçável prazer em "épater les bourgeois". Fred, na contramão do crowd, diz o que quer, sem medo de ouvir o que não quer." (Paulo Lima revista Trip)
Estou louco para ler! Vamos torcer por um lançamento aqui na ilha de Wavetoon!
Aloha Fred! Vida longa ao Outras Ondas!
Vai lá! É no próximo dia 04, quinta-feira, às 20h, na Livraria Argumento- Leblon - Rio de janeiro.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Segunda-feira maneira.


"Surfar é sempre um equilíbrio entre diversão e frustração. Compreender este equilíbrio pode ser um atalho para a sabedoria."

Gibus de Soltrait ( surfista e editor da Surf Session Magazine)