domingo, 30 de setembro de 2007

sábado, 29 de setembro de 2007

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Contato com o selvagem.

Manga em contato com o selvagem no último feriadão em Cabo Negro.

"O que torna os surfistas atrativos ou carismáticos para o público em geral, é a nossa exposição ao selvagem. O praticar do surf, acordar bem cedo, remar ao outside num dia frio, as dificuldades para se pegar as ondas, enfrentar a possibilidade de se afogar, ser mordido por um tubarão ou ter a nossa espinha partida ao meio por uma onda - todos os esforços que fazemos e oportunidades que temos para surfar, cria algo vital em nós surfistas que é completamente raro no mundo. Poucas pessoas têm a oportunidade de experimentar a natureza, e são cada vez mais atraídas a essas pessoas que o fazem. As massas querem sugar a energia dos surfistas que vivem no selvagem e, o selvagem, começa quando tiramos nosso pé da areia e entramos no oceano."

Drew Kampion em entrevista à Jair Bortoleto para a revista Alma Surf n°40 de setembro de 2007.

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

"Bafo de Onça"

Martin, primo Basco do Lambari em visita a nossa ilha, aproveitando a praia antes de regressar
para Mundaka, onde corre o ASP world tour agora em outubro. Apesar da cara de bandido o sujeito é boa gente. A galera que não deixa bola picando sem chutar, já apelidou o Martin de "Bafo de Onça" em homenagem ao personagem do Disney. "Bafo" não entendeu nada...

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Luar (A gente precisa ver o luar)

Luar em Wavetoon

"Do luar não há mais nada a dizer
A não ser
Que a gente precisa ver o luar
Que a gente precisa ver para crer
Diz o dito popular
Uma vez que é feito só para ser visto
Se a gente não vê, não há
Se a noite inventa a escuridão
A luz inventa o luar
O olho da vida inventa a visão
Doce clarão sobre o mar"

música e letra: Gilberto Gil - 1980

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Capítulo 11 - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capítulo 10... Acordei com espasmos, tremendo de frio, tossindo e vomitando água salgada. Encontrava-me sobre um recife coberto de mariscos e meu corpo estava cheio de cortes e escoriações. Não tinha idéia de onde eu estava e de como poderia sair dali. As imagens do que tinha acontecido tomaram conta da minha cabeça, olhei em volta procurando por Lobo. Não conseguia ver muita coisa por causa da escuridão, apenas algumas rochas e as espumas das ondas que lavavam o recife incansavelmente. Sentia muita dor e os efeitos da hipotermia começavam a me preocupar, mas agradeci por aquele momento. Eu estava vivo! Tateando, fui seguindo meu instinto na direção em que me parecia mais seguro ir, hora tentava caminhar sobre as pedras, hora arrastava-me como um náufrago. Minhas forças já estavam no fim e em determinado momento, exausto, desmaiei novamente. Despertei com o sol fustigando meu rosto. Para minha surpresa, descobri que eu estava entre as pedras, na beira da praia de Tiburones. Senti uma mistura de exaustão e euforia. Meu pesadelo parecia ter terminado... segue ...segue

domingo, 23 de setembro de 2007

sábado, 22 de setembro de 2007

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

19. – Um coelho tirado da cartola - história do surf em Wavetoon – 1970

Capítulo 18... Um dia, meu velho, Jonas Dulong e seu amigo Foca, passavam por ali em direção ao sul, quando encontraram uns conhecidos e pararam para conversar. Estavam todos decidindo onde ir sem muita determinação, quando o Foca resolveu dar uma olhada no mar e subiu nas dunas. Elas fechavam a visão da praia para quem estava na avenida. Assim que chegou ao topo, ele começou a pular gritando algo como; UHUUUU!! AAALTAS!! Ninguém deu muita bola, porque além do cara ser um gozador, no meio da Praia Grande nunca teve um bom surf. Continuaram conversando e o Foca lá em cima continuava gritando e começou a chamá-los. Relutantes, os três resolveram subir na duna, tamanho o entusiasmo do cara. Para a surpresa de todos, ao lado daquela estrutura de concreto que toda a cidade parecia renegar, estavam quebrando realmente altas ondas. Um pico triangular de um metro e meio, entrava lateralmente roçando os pilares, e atirava na bancada um tubo redondo e rápido, que ia se enrolando por dezenas de metros, lisinho, perfeito, totalmente verde. A onda era ideal para as novas experiências que estavam por vir, todo mundo queria se entocar e ali parecia um lugar perfeito para começar a treinar. Ninguém podia imaginar que aquele tesouro estivesse ali, escondido entre as dunas, em baixo dos olhos de todos. Era perfeito, ali no centro da cidade, perto de suas casas. Surgia o inusitado, como um coelho tirado da cartola... segue

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Capitulo 10 - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capítulo 9... Nunca mais vi mais nenhum dos dois. O sol acabara de se por e a cada dez minutos entrava uma série gigantesca intercalada por outra menor (modo de dizer, pois as menores tinham doze pés). Agora, encontrava-me alinhado com a ponta da Ilha Grande, atrás do line-up de Tiburones. Falando nisso e fazendo jus ao nome, o lugar é infestado de tubarões, que para piorar minha situação, geralmente alimentam-se neste horário.
Ali estava eu, sozinho num mar descomunal, cansado, com hipotermia e quase sem enxergar nada. Para piorar a situação, sem a prancha e com mais da metade do corpo submerso. Era inevitável eu pensar em tubarões, me sentia como uma isca na fisga do anzol. O pânico começou tomar conta de mim, tive que lutar muito para manter a calma e não começar a me debater. Não tendo mais nada a perder, comecei a nadar em direção a arrebentação de Tiburones guiado pelas luzes de Wavetoon e pela luz da lua, que agora nascia no horizonte, iluminando levemente a superfície da água. Não demorou muito e outra série entrou. Não a vi, apenas senti o movimento do mar me levando para cima. Mergulhei novamente o mais fundo que consegui, sabendo que quando voltasse à superfície seria apenas por alguns instantes, para conseguir um pouco de ar. Na terceira vez que emergi, tive tempo apenas de encher os pulmões de ar e ouvir a explosão descomunal de um monstruoso lip tocando a superfície há poucos metros de onde eu me encontrava. Depois disso não lembro de mais nada...segue

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Segunda-feira maneira.


"O melhor surfista é aquele que mais se diverte."

Garrett McNamara (surfista, campeão de tow-in)

sábado, 15 de setembro de 2007

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

18. – Nasce o Pier- história do surf em Wavetoon – 1970



Capítulo 17... Quando a sessão terminou, apagaram-se as luzes e a galera foi saindo lentamente. Calados, com o olhar distante, talvez focado no futuro, um a um, foi deixando o salão paroquial em direção ao Hang-Ten, o bar do Boca, que fica até hoje na avenida Beira-Mar. Uma melancólica sensação de estar vivendo no passado tomou conta da maioria. O filme mostrava o futuro, suas possibilidades e desafios. Depois de vê-lo, todo mundo queria estar lá. Assim, gradativamente, os longboard foram sendo trocados pelos novos foguetes, que agora começavam a ser shapeados por Rica que assumira a oficina de Lobo. Consequentemente, as novas pranchas instigavam a busca de ondas mais desafiadoras, e assim a galera começou a debandar de El Faro, até então a onda perfeita, na busca de algo mais rápido e tubular. Nesta mesma época, no meio da Praia Grande, iniciava-se uma obra que começou a chamar a atenção de todos que passavam por ali. Grande movimentação de areia, máquinas enormes, fumaça e barulho. Dia e noite, incansavelmente, homens e máquinas iam cravando pilares de concreto na direção da arrebentação. A população não estava gostando nada aquilo. Era uma agressão à paisagem colocar uma coisa daquelas numa praia tão bonita. Diziam. - Poluição visual, Absurdo! A indignação era tanta, que até fizeram um movimento para interditar a construção. Não adiantou. Depois de quase um ano o Píer estava finalizado. Seria uma estrutura de lazer com lojas, bares e pescaria, mas devido a indignação de todos, o local não vingou comercialmente e foi naturalmente abandonado. Ninguém mais pegava praia por ali. A área ficou cercada de dunas devido a grande movimentação de areia feita durante a obra. Tornou-se um buraco negro na orla da Praia Grande. Mas, alguns caras mais observadores...segue

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

"Praia da Entrada" - Descobertas do Feriadão.

Mais uma das nossas descobertas na trilha para o Cabo Negro no último feriado. É mais um achado mágico no caminho até lá. Não existe estrada, tem ir contornando as dunas, meio no instinto meio na sorte. O Lambari, há alguns anos, descobriu e batizou o lugar como Praia da Entrada. Desta vez resolveu nos mostrar, com a condição de não divulgarmos a localização exata. Surf internacional, visual lisérgico...

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

"Lugar Nenhum" - Descobertas do Feriadão.

Batizamos esta praia como "Lugar Nenhum".

Indo para o Cabo Negro neste último feriado, conferimos vários "secrets" pelo caminho. Este é um deles. Beach break no meio do nada, ninguém na água, ninguém na terra. Os únicos sons por lá são dos pássaros, do vento e das ondas. É... ainda existem lugares assim por aqui.

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Capitulo 9 - A última onda. Como foi contado por Tuco.


Capítulo 8... No meio do turbilhão, quase em desespero, emergiu Lobo. Por um instante, conseguiu pegar um pouco de ar e debatendo-se, logo foi aspirado novamente para o interior da espuma branca. Passaram-se intermináveis segundos. Comecei a remar, com aflição, na direção em que ele tinha desaparecido e ao mesmo tempo, tentava imaginar como iríamos nos ver em dois, numa mesma prancha. Foi então que ele surgiu novamente, em agonia, parecendo querer respirar todo ar do mundo de uma só vez. Comecei a gritar para ele nadar na minha direção. Disse-me que não conseguiria, que estava muito cansado. Mas começou a nadar e eu a remar até ele, para tentar coloca-lo na minha prancha. Numa situação assim, com ondas daquele tamanho, sempre estamos olhando para fora. Assim, enquanto remava, eu tinha um olho em Lobo e o outro no outside.
Foi então que avistei o pior. Lá fora, montanhas de água cinzentas, aglomeravam-se, umas sobre as outras, vindo na nossa direção. Se eu também perdesse a prancha, aí sim, não teríamos mais nenhuma chance. Girei-a rapidamente e comecei a remar com todas as minhas forças em direção a elas. A primeira onda crescia verticalmente já com espuma na crista, anunciando o inevitável. No meio da parede com o lip começando a projetar um tubo inimaginável, lancei minha prancha por cima e mergulhei profundamente para não ser arrastado pelo movimento da onda. E assim, a cada onda eu submergia o máximo possível, e depois voltava à superfície para respirar. Quando a série passou, nervoso e exausto, comecei a procurar pela minha prancha e por Lobo... segue

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Segunda-feira maneira.

"Os melhores momentos foram aqueles em que não busquei as melhores ondas, mas aqueles em que as melhores ondas me encontraram a mim."
Pedro Arruda (http://ondas.weblog.com.pt/)

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Um esporte real.

Jeff amanhecendo em Uiaquiqui

“ Sem duvida a gente se sente microscopicamente pequeno, e o simples pensamento de lutar corpo a corpo com este mar desperta um arrepio de apreensão, provoca medo. Sim, porque estes monstros enormes tem um quilômetro de extensão, pesam toneladas e deslizam em direção à praia mais depressa do que um homem pode correr. Qual a chance? Não há chance alguma, é o veredicto do ego acovardado; e a gente senta, olha, ouve e conclui que o melhor lugar para se estar é na grama e à sombra.
E, de repente, enquanto a onda enorme ergue-se para o céu e rola na direção da praia, elevando-se como um deus do mar, quebrando e começando a espumar numa extremidade, no ponto em que ainda está precariamente intacta surge a cabeça escura de um homem. Rápido, ele se ergue sobre o branco espumante da crista. Seus ombros morenos, o peito, os braços, os quadris, as pernas - tudo se projeta para cima, como uma visão. Onde segundos antes havia apenas uma parede de água gigantesca e um terrificante troar está um homem, ereto, em toda sua altura; ele não se debate freneticamente naquela situação selvagem, não é sepultado e esmagado pelo monstro poderoso, mas, sim, se mantém de pé em cima dele, calmo, soberbo, firme sobre o vertiginoso ápice, os pés ocultos pela espuma que começa a se formar, a névoa salgada subindo-lhe até os joelhos e todo resto dele livre no ar, brilhando ao sol, voando rápido como a onda que o transporta...”


Esta é uma das primeiras descrições do surf para o mundo ocidental. Foi feita em 1907 por Jack London no seu Livro A Travessia do Snark.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

Capitulo 8 - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capítulo 7... - Então meu camarada, a coisa tá pesada hein? Cê tem noção do tamanho dessas ondas? - disse Lobo como se estivesse testando minha coragem. - Cara, se uma dessas quebrar em cima da gente...não sei não...10 metros...sei lá perdi a noção, respondi meio confuso e ao mesmo tempo apavorado com a situação em que nos encontrávamos. A noite começava a cair e as séries continuavam a bombar. Lobo tinha o olhar vidrado, parecia calmo e até mesmo à vontade. Retomamos a remada, juntos na direção do continente. Quando passávamos pela ponta da Ilha Grande, Lobo abriu novamente em direção à ilha. Eu gritei pra ele voltar. Disse-me que não, que deveríamos tentar sair por onde entramos, ou seja, Tiburones. - Eu sei o que estou fazendo! - É a nossa única chance. Falou e continuou remando para o inside. O cara recém tinha passado um sufoco e insistia em arriscar-se novamente. Eu estava indeciso porque de certa maneira Lobo tinha razão em tentar sair. A noite estava chegando e num mar daquele tamanho nossas chances iriam diminuir bastante. Resolvi segui-lo a uma certa distância. Quando chegamos próximos a arrebentação de Tiburones, comecei a ouvir o rugido das ondulações que passavam por nós e despencavam sobre a bancada de pedra. Era assustador. Lobo estava próximo do line-up e parecia estar tentando pegar uma onda. Enquanto eu passava pelo topo do que parecia a última de uma série, olhei para baixo e pude vê-lo remando para tentar pega-la. Dei mais algumas braçadas para dentro e então voltei a olhar para traz. Vi a enorme ondulação quebrando e, entre a névoa formada pelo terral, a prancha do Lobo voando. Uma prancha que pesava quase 18 quilos, num mar daquelas dimensões parecia uma folha ao vento. Girava no ar e ia sendo empurrada lateralmente pelo vento, para bem longe de onde nos encontrava-mos. Voltei meu olhar para o line-up em busca do meu amigo... segue

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Segunda-feira maneira.

Três mandamentos do surf:
1- Nunca ande muito longe de um bom surf.
2- Sempre carregue uma prancha.
3- Está sempre melhor do que parece.
Marcus Sanders (surfista e escritor)

domingo, 2 de setembro de 2007

Garotas em Wavetoon

Canto norte das Tulipas com água cristalina,
morna e a chuva a caminho.
É bom dar um banho assim.

sábado, 1 de setembro de 2007