sábado, 30 de junho de 2007
sexta-feira, 29 de junho de 2007
10. El Faro – história dos surf em Wavetoon - 1959
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Amanhecer em El Faro - cenas do álbum n° 1
O álbum n°1 de Wavetoon está pronto, contando histórias reais acontecidas por aqui, das quais algumas eu participei. Está apenas aguardando o fechamento dos patrocínios para ser publicado. Fui liberado para mostrar algumas cenas que vão rolar por lá.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Aloha Surf Shop
Vou falar aqui, desta pequena surf shop de Wavetoon. Ela foi a primeira e está lá até hoje, resistindo bravamente o passar dos anos. Há três décadas atrás não existia este tipo de negócio por aqui e o Homero tinha uma visão. Ele teve que trabalhar muito para conseguir colocá-la sobre o Píer da Praia Grande, pois sabia que lá seria o lugar ideal.
O píer havia sido construído há poucos anos, no meio da praia, num lugar que ninguém freqüentava, mas os pilares acabaram tornando aquele pedaço de areia num excelente local de surf. Assim era natural que Homero fosse à luta para tentar realizar seu sonho. Deu certo. Numa época em que as informações eram poucas, a loja transformou-se numa espécie de reduto da galera. Todo mundo ia pra lá depois da escola ou do surf. A Aloha era um poderoso atrator, e àquela casinha sobre o píer passou a ser o nosso clube e o nosso templo. Tudo que sonhávamos naquela época, encontrava-se dentro dela, apresentado de uma forma lúdica e sedutora. Suas paredes revestidas com pranchas e posters, mostravam-nos as possibilidades. Os vidros, cobertos com adesivos de marcas pioneiras, míticas, construídas não por um empreendedor qualquer, mas por um apaixonado, criava-nos um imaginário, uma coleção de referências. As revistas, raras na época, nos faziam sonhar com lugares distantes, mágicos. Despertavam nossa natureza nômade. O cheiro dos neoprenes e das parafinas de morango, aromatizavam o lugar. É lá que a gente se reunia e passava a maior parte do tempo quando não tinham ondas, trocando informações, sonhando e vadiando. Éramos groomets recém viciados pelo surf. Hoje, a Aloha tem lojas em outros lugares, mas esta primeira, ainda continua sendo um grande fetiche para todos nós. Não é difícil passar por lá num fim de tarde e encontrar diversas gerações confraternizando, dando risada e ouvindo as antológicas histórias do Homero.
terça-feira, 26 de junho de 2007
Tiburones
segunda-feira, 25 de junho de 2007
Segunda-feira maneira.
domingo, 24 de junho de 2007
sábado, 23 de junho de 2007
sexta-feira, 22 de junho de 2007
09. A onda ideal – história dos surf em Wavetoon - 1959
quinta-feira, 21 de junho de 2007
DIA INTERNACIONAL DO SURF
O CPC* e a Surfrider Foundation hoje, em ação no canto esquerdo da Praia da Fazendinha no International Surfing Day.Está sempre procurando de uma desculpa para ir surfar? Bem, hoje, dia 21 de junho, você finalmente terá uma boa: INTERNACIONAL SURFING DAY. Criado pela Surfing Magazine, este feriado não oficial dos surfistas oficiais dá-nos a possibilidade de promover e comemorar o esporte ao trazer a consciência o estado de nossos oceanos e praias.
O objetivo é simples: pegue este dia, ou pelo menos parte dele, vai lá e pegue algumas ondas e enquanto estiver fazendo isso, ajude a limpar sua praia favorita. Em conjunto com a Surffrider Foundation estamos organizando algumas limpezas oficiais em praias, mas você pode manter o seu pedaço de areia limpo todos os dias.
Enquanto isso nós esperamos documentar este "DIA UNIVERSAL DA FISSURA" tão completamente quanto possível. Não contando apenas com nossa legião de fotógrafos em volta do mundo, mas dependendo principalmente de VOCÊ para mostrar-nos como isso aconteceu no seu quintal. Envie seu e-mail nos contando com palavras e fotos para o INTERNACIONAL SURFING DAY.
Surf na Pedra do Pirata - cenas do álbum n° 1
O álbum n°1 de Wavetoon está pronto, contando histórias reais acontecidas por aqui, das quais algumas eu participei. Está apenas aguardando o fechamento dos patrocínios para ser publicado. Fui liberado para mostrar algumas cenas que vão rolar por lá.quarta-feira, 20 de junho de 2007
Halolo
Nascido em Wavetoon, mas com DNA 100% havaiano, Halolo, filho do grande U’Paka, e de Rell, tem o surf na veia. Começou a praticar com três anos de idade no bico da prancha de seu pai e nunca mais afastou-se da praia.
Com as viagens constantes de sua família ao Hawaii, nos anos 70 e 80, acabou convivendo com grandes surfistas amigos de seus pais. Apesar de muito mais moço ficou amigão de caras como Gerry Lopez, Buttons e dos irmãos Ho. Com eles, poliu seu estilo e sua técnica. Seguindo a tradição da família, sempre que volta do Hawaii trás presentes e novidades para os amigos, espalhando por aqui o espírito Aloha. Halolo e seu pai, tiveram uma grande influência no desenvolvimento do surf por aqui. Foram eles que introduziram as biquilhas e as Triquilhas em Wavetoon, mudando radicalmente nossa percepção do surf e das manobras. Vive próximo da minha casa em São Sete e é o meu grande parceiro quando a Laje do Maluco começa a funcionar. Halolo é arquiteto e seu atelier é especializado em arquitetura sustentável. Trabalha na investigação do uso de materiais recicláveis e técnicas alternativas para construção que não agridam o meio-ambiente. Suas casas são famosas aqui em Wavetoon e no Hawaii, onde também atua. Além de muito bonitas, valorizam nossos aspectos culturais, tem maior eficiência econômica, e menor impacto ambiental. Adivinha quem fez a minha?
terça-feira, 19 de junho de 2007
Uaiquiqui e Iate Club
Esta ondulação, vai direto para o banco de areia formado entre o molhe e o canal do Iate Clube. Elas vem em linhas perfeitas e cheias, que escorregam para a direita, lembrando a famosa onda Havaiana chamada Waikiki. Naquele dia U’Paka batizou o pico e já ficou por ali mesmo, tentando lembrar de casa, num ato nostálgico. Uaiquiqui, como passou a ser chamada pelos nativos, é uma onda fácil, pura diversão, não fecha nunca e proporciona um longo passeio até o canal. Fez muito sucesso nos anos 60 e hoje é a alegria de quem está aprendendo ou quer aprimorar manobras clássicas num longboard. Em dias enormes, passa pelo canal e vai quebrar no canto direito da praia grande onde a onda é chamada de Iate Clube. Pena que raramente quebre.segunda-feira, 18 de junho de 2007
Segunda-feira maneira.
Garret MacNamara (big rider)
domingo, 17 de junho de 2007
sábado, 16 de junho de 2007
sexta-feira, 15 de junho de 2007
08. A descoberta de El Faro - década de 50
Parte7… Num dia qualquer pela manhã, como sempre ocorria quando o mar estava bom, Lobo e Tuco, caminhavam lado a lado, com suas pranchas sob o braço,
quinta-feira, 14 de junho de 2007
E agora...o quê fazer ???
O álbum n°1 de Wavetoon está pronto, contando histórias reais acontecidas por aqui, das quais algumas eu participei. Está apenas aguardando o fechamento dos patrocínios para ser publicado. Fui liberado para mostrar algumas cenas das histórias que vão rolar por lá. quarta-feira, 13 de junho de 2007
Tuco - Legends
Durante este período, isolou-se numa cabana na Praia da Fazendinha em meio a livros e pranchas. Quando, no meio dos anos 70 conheceu Hanna, sua compaheira até hoje, Tuco gradativamente começou a retomar sua vida. Foi ressurgindo para o convívio de todos, os antigos amigos, o trabalho e a vida social...com uma cicatriz sim, mas também, com uma força muito grande ancorada no seu espírito. Quem vê hoje, este velhinho feliz brincando com todo mundo, não consegue imaginar que um dia foi uma pessoa tristonha e esquiva. Atualmente, vive com sua amada Hanna no canto sul da Praia Grande, e ninguém, ninguém mesmo por aqui consegue imaginar o Iate Clube ou Uaiquiqui quebrando, sem a figurinha carimbada do Tuco na linha da arrebentação. terça-feira, 12 de junho de 2007
O Pontão dos Rastas
Momento de descontração no restaurante do Hailé (sentado no guarda-corpo)O Hailé, me abriu a receita do famoso Carneiro ao Curry e convida-os a frequentar o lugar. Manjar dos deuses!!! Vale a pena conferir.
Segue aí o presente do Hailé!!!
Ingredientes
- 500 gr de carneiro em cubos médios
- 3 colher(es) (sopa) de óleo de soja
- 1 unidade(s) de cebola picada(s)
- 1 dente(s) de alho picado(s)
- 2 colher(es) (chá) de gengibre picado(s)
- 2 colher(es) (chá) de curry em pó
- 1 colher(es) (sopa) de pimenta dedo-de-moça picada(s), sem semente(s)
- 2 unidade(s) de cardamomo
- 2 colher(es) (sopa) de côco ralado(s)
- 1 xícara(s) (chá) de extrato de tomates
- 2 xícara(s) (chá) de água
- 1 colher(es) (sopa) de coentro picado(s)
- quanto baste de sal
Preparação: Aqueça uma panela de pressão e acrescente o óleo. Sele o carneiro e reserve. Refogue a cebola na mesma panela. Quando estiver ligeiramente dourada acrescente o alho, o gengibre, a pimenta, o côco ralado e mexa bem. Volte a carne para a panela, acrescente o extrato de tomate, o curry, o cardamomo e a água. Tempere com um pouco de sal, feche a panela e deixe cozinhar por 45 minutos. Sirva acompanhado de arroz jasmim ou arroz branco.- Se você não tiver uma panela de pressão você deve cozinhar em fogo baixo por 3 horas, acrescentando água se necessário.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Segunda-feira maneira.
.jpg)
domingo, 10 de junho de 2007
sábado, 9 de junho de 2007
sexta-feira, 8 de junho de 2007
07. Uma tribo começa a se formar - história do surf em Wavetoon - década de 50
Parte6… Aquela prancha foi uma revolução. Lobo passou um mês trancado com ela na oficina. Tuco se empenhou em ir atrás dos novos materiais, balsa, resina, coisas quase impossíveis de encontrar por aqui nessa época... Vito só pensava em Vitória, e a galera em surfar com a novidade trazida por ele. As “Malibu Chips”, eram mais leves e fáceis de construir do que as pranchas ocas usadas pelos pioneiros, e assim, logo começaram a sair várias da oficina do Lobo. Esta mudança na tecnologia foi a semente para o nascimento da segunda geração de surfistas de Wavetoon. Agora tinha ficado um pouco mais fácil ter uma prancha. Alguns garotos mais curiosos logo descobriram novas manobras além daquelas trazidas por Vito, e agora, surfar na parede da onda, fazer um botton turn ou um cut-back eram abordagens possíveis e começaram a ser imitadas por todos. Sempre que um garoto qualquer, passeando pela Praia Grande, visse pela primeira vez, Lobo ou algum de seus amigos pegando uma onda, imediatamente acontecia algo dentro dele, que o impedia dali para frente de deixar de pensar e desejar aquela nova forma de prazer ainda desconhecido. E foi assim que, de boca em boca, a notícia de que algo novo estava acontecendo, espalhou-se entre os garotos mais ligados de Wavetoon, e novos deles começaram aparecer na praia, vindos de todos os cantos da cidade. Lobo não conseguia mais dar conta das encomendas, mesmo que aquelas pranchas fossem mais fáceis de construir, o material era escasso e caro. Assim aquilo era acessível apenas para poucos. Mas os grumetes não se intimidaram com as limitações, e colocaram a criatividade para funcionar. Logo começaram a surgir pranchas improvisadas com compensado de madeira, que eles chamavam de Madeirite. Aquilo poderia parecer uma involução para os que já tinham uma “Malibu Chip”, mas na realidade era a evolução de um grupo especial, de uma tribo carismática que começava a se formar por aqui...segue
quinta-feira, 7 de junho de 2007
Essa aí foi casca!!!

O álbum n°1 de Wavetoon está pronto, contando histórias reais acontecidas por aqui, das quais algumas eu participei. Está apenas aguardando o fechamento dos patrocínios para ser publicado. Fui liberado para mostrar algumas cenas das histórias que vão rolar por lá. De vez em quando vou estar publicando algumas aqui no blog.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Jeff
Este gringo simpático, chamado John Jefferson, ou Jeff como é conhecido por todos, veio parar em Wavetoon, atrás de uma gata que conheceu no North Shore, e que não lhe saía da cabeça. Chegou como quem não quer nada, fingindo que não era por causa dela que estava aqui, mas...quando encontrou a garota novamente, não teve como resistir e prolongou sua estadia. No fim de tudo, nem está mais com ela, mas se apaixonou por Wavetoon e acabou ficando na terrinha. Logo foi adotado pela galera. O Jeff nasceu em Lunada bay, Califórnia, e com quatro anos mudo-se com os pais para Honolulu. Lá aprendeu as artes do mar, tornou-se um verdadeiro waterman e foi iniciado na carpintaria naval. Aqui em Wavetoon, trabalha à tarde numa fábrica de barcos na zona portuária e pela manhã, como salva-vidas na guarita do Píer da Praia Grande.
terça-feira, 5 de junho de 2007
A Falésia do Graal
Quem se aproxima, por ar, por terra, ou por mar, da falésia do Graal, não consegue ficar indiferente ao ruído e a beleza do lugar. É uma cena de tirar o fôlego! Sobre ela, deságua o Rio
Dabusca em várias cachoeiras que despencam sobre o oceano. É um espetáculo único na terra, e um surf spot jamais visto. Além de coragem para surfar por lá, tem que conhecer bem o lugar. As ondas, quando em condições ideais, são extremamente perfeitas, mas exigem atenção máxima. A colocação é fundamental, pois há seções em que o surfista terá que passar entre a parede da onda e as quedas da água. Um erro pode fazer a diversão virar pesadelo. Fica ao norte de Wavetoon numa região de falésias. Uma delas, corroída por séculos de erosão, transformou-se na forma de um enorme cálice, batizado de Graal não se sabe por quem. A melhor maneira de chegar lá, é de barco. Quem for de carro, terá inevitavelmente, que se atirar da falésia se quiser pegar as ondas. É um verdadeiro rito de passagem que muitos não conseguem realizar. Mas quem saltar de lá num dia clássico, e pegar aquelas ondas,...bem... nunca mais será a mesma pessoa.
segunda-feira, 4 de junho de 2007
domingo, 3 de junho de 2007
sábado, 2 de junho de 2007
sexta-feira, 1 de junho de 2007
06.A Malibu Chips - história do surf em Wavetoon - década de 50

Parte5... Aquele gringo, sorridente e gozador, logo cativou a simpatia do grupo. Tinha histórias pra contar. Havia morado e aprendido a surfar na Califórnia do pós-guerra, freqüentado lugares como San Onofre e Malibu, conhecido caras como Tom Zahn e Joe Quigg. Antes de chegar em Wavetoon, havia estado também no Brasil, junto com os pioneiros de lá, Paulo Preguiça, Arduíno Colassanti e Irencyr Beltrão. Além disso, tinha viajado por muitos lugares, e surfado sozinho muitas ondas. Era a primeira vez que os pioneiros daqui, tinham contato com um surfista de fora. Tudo que eles sabiam e fizeram em relação ao surf até aquele dia, foi com um mínimo de informação e total intuição e atitude. Vito começava a apresentar-lhes um mundo totalmente novo, a começar por sua prancha. Feita de uma madeira muito mais leve, com um design totalmente diferente e revestida, com uma resina transparente. Aquilo era uma visão nunca antes sonhada. O que mais chamou atenção de todos, entretanto, foi àquela barbatana na parte de baixo da prancha. Vito disse que aquilo se chamava quilha. Tuco, foi o primeiro a experimentar a prancha. Concentrados na arrebentação, o silêncio tomou conta do grupo, e assim que ele cavou e colocou a bóia na parede da onda, todos entenderam a utilidade da barbatana. Os olhares de Vito e Vitória (irmã de Lobo), cruzaram-se e o gringo sentiu, no fundo do coração, que ia acabar ficando muito tempo por aqui. Até aquele dia, o surf dos garotos se resumia a deslizar reto numa ondulação, dali pra frente tudo mudou! Continua...



















