quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Aprovada.

Praia da Vila consistente hoje pela manhã.

Prancha nova testada e aprovada.
O Maia está cada vez melhor no shape.
Dar forma a uma prancha é uma arte.

terça-feira, 30 de outubro de 2007

Prancha nova.


Uma prancha nova é sempre o início de uma nova relação, que promete novas emoções, descobertas e transposições de limites. É o nosso elemento de transcendência, nosso veículo para o divino, mas também nosso repositório de memórias, inspirações e medos.

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Segunda-feira maneira.


"Por sua prática, o surfista pode ser visto não somente como esportista, mas também como artista, bailarino, poeta, escultor, desenhista ou ecologista. Sua vivência é rica porque é única, pois nunca ninguém poderá surfar a mesma onda duas vezes. Daí vem a consciência do finito, do efêmero, através da oportunidade única que nos é oferecida quando, depois de centenas de horas percorrendo as lonjuras oceânicas, as ondas chegam ao litoral e se oferecem, segundos antes de morrer na praia, aos seus amantes. E nesta relação amorosa não há espaço para posse, esperteza, mentira, decepção, engodo, soberba ou arrogância."

domingo, 28 de outubro de 2007

Garotas em Wavetoon


Fê conferindo a dica do boletim das ondas. Canto norte da Praia dos Amores muito bom.

sábado, 27 de outubro de 2007

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

Wipe out


O mar nunca é condescendente, nunca é justo ou injusto. Ele apenas é. Na terça-feira passada em um Pipelino clássico, muitas vezes fui lembrado da minha insignificância.

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Próximo a Tia Hupa.


Iki & Frank conferindo as direitas perfeitas de um "secret" em algum lugar próximo a Tiahupa. Dica, ao fundo dá pra ver a Ilha do Sino.

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Pipelino.

Kadu de backside no inside de Pipelino.

Hoje pela manhã rolou uma das ondas mais clássicas de Wavetoon. Na primeira baía de São Sete, existe uma laje conhecida por "Pipelino". Quando esta onda quebra, é dia de festa pois as condições são raras; um swell de leste enorme (tem que ser suficientemente grande para fazer a volta no canto leste de São Sete) beijado por um noroeste fraquinho...é de sonho. Quatro caras na água até o meio-dia.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Segunda-feira maneira.


“A modificação climática, será o último passo do homem na busca de controlar o meio-ambiente. Será também o último passo para dentro de uma espiral irreversível de suicídio ecológico.”
Dr. Tony Butt (oceanógrafo e surfista)

domingo, 21 de outubro de 2007

sábado, 20 de outubro de 2007

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Surf is in the air.

Iki voando no pier hoje pela manhã.


No inicio, o skate inspirou-se no surf, mas depois que os garotos de Dogtown descobriram as piscinas e enfiaram o pé na porta, ele evoluiu e transformou-se numa arte com personalidade própria. Hoje os surfistas buscam referências em outras modalidades como o wind surf e o Kite, mas nenhuma delas retribuiu tanto a influência como o Skate.

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

A primeira a gente nunca esquece.

nascer do sol em El Faro -1969

1969 - Esta foi da minha primeira surf trip, eu tinha apenas 9 anos. Meu velho liberou este acampamento em El Faro sob a condição de um cuidado distante de Don Vito, que na época, já vivia por lá. Fiquei quase uma semana sozinho nesta barraquinha, enfrentando meus medos, aprendendo a me virar para comer e surfar. Voltei um pouco mais magro, mas muito mais experiente. Valeu Pai!

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Surf dô


Conforme Drew Kampion “Esporte é uma palavra muito descuidada para representar surf e arte é demasiado lisonjeadora para a vasta maioria dos surfistas. Arte Marcial pode situá-lo melhor no contínuo corpo-mente, uma vez que o surf oferece muitas das qualidades de auto-desenvolvimento.”
As artes marciais japonesas possuem um caminho de auto-conhecimento e auto-desenvolvimento. Artes como o Aikido, o Karate do, o Kendo e o Judo, (“do”significa caminho em japonês) possuem uma relação muito forte entre o mestre e o discípulo. O maior objetivo destes caminhos, e da atuação dos mestres, é ensinar-nos a dominar o nosso ego e a equilibrar o nosso corpo e a nossa mente. Mas os mestres são humanos e há vezes em que eles podem ser condescendentes com os discípulos e mesmo facilitar as coisas para eles em alguns momentos. No surf, o mar é o mestre. E o mar nunca é condescendente, nunca é justo ou injusto. Ele apenas é.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Frio, vento, chuva e ondas escuras.


Frio, vento, chuva e ondas escuras. Quem vive nos trópicos dificilmente convive com isso, mas aqui em Wavetoon é diferente, é uma condição que faz parte de nossas vidas em alguns períodos do ano. Muitos não gostam, alguns toleram, e outros como eu acham bem legal conviver com isso. Numa situação dessas, nossa percepção dos lugares muda totalmente e aquilo que vemos e sentimos num dia de sol pode parecer-nos triste e ameaçador (ou desafiador) num dia de chuva. É este contato com o incontrolável, com o imprevisto, com o selvagem que faz do surf algo tão incomum.

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

Segunda-feira maneira.

Don Vito (73), Tuco (72) e U'Paka (70) - legends de Wavetoon presentes no line-up todods os dias.
"Ficar velho é muito triste quando chegamos lá doentes e desanimados, sem nada que faça nosso olho brilhar, vivendo do passado, olhando para trás e dizendo coisas do tipo; “No meu tempo era melhor e eu pegava altas!!, mas hoje...ah... hoje estou muito velho para isso!”.
Não precisa ser assim. Caras como Rabbit Kekai (87 anos), Peter Cole (77 anos), Fred Van Dick (78 anos), Woodie Brown (95 anos) fizeram a história do surf e ainda estão lá se divertindo muito, cercado de jovens que os admiram. Sabe o que eles tem em comum? Apesar das dificuldades que todos eles tiveram em suas vidas, jamais perderam o Stoke, a paixão. Mas talvez a fórmula mágica deste tremendo vigor, é que todos eles cuidaram muito da sua saúde desde jovens, alimentando-se com coisas saudáveis, fazendo esporte diariamente, pensando positivamente e trabalhando em coisas que gostavam. São velhos saudáveis, são guerreiros que jamais desistiram de lutar por sua vida. É bem simples, mas exige muita auto-disciplina, pois todos nós somos responsáveis pelo o bom e o ruim que acontecem na nossa existência, e 90% dos nossos males são de fabricação caseira."

Túlio "Tuco" Colassanti - Legend de Wavetoon

domingo, 14 de outubro de 2007

Garotas em Wavetoon

Dia de surf, dia de sol, bom domingo para todos.
Juju conferindo as Tulipas. Boas ondas.


sábado, 13 de outubro de 2007

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Seu Edu do bote.


Anos atrás, Lambari e Godi queriam ir até a Falésia do Graal. Sabiam que estaria clássico. Como a traineira Argos estava em manutenção e a maneira mais rápida de chegar até lá é de barco, foram ao porto na tentativa de encontrar por lá, alguma alma caridosa que os levasse até a falésia.
Conheceram então “Seu Edu do Bote”, figura estranha, sinistra, mas aparentemente inofensivo.
Ninguém sabe nada sobre o seu passado, nem de onde veio, simplesmente apareceu por aqui e foi ficando. Passa o dia ancorado perto do porto, pescando sardinhas de caniço enquanto espera clientes, que queiram como nós, ir até algum lugar de barco ou simplesmente atravessar o canal para o continente. Muitas lendas rolam sobre ele. Uma delas conta que há muitos anos, pegou em flagrante uns caras roubando a sua casa. Matou os dois e fez um "arroz de carreteiro" para o qual convidou todos os vizinhos. Depois que a polícia descobriu, teve que fugir, e durante muito tempo perambulou pelas estradas até vir parar em Wavetoon. Esta história foi passando de boca em boca, e é sempre contada para os calouros que embarcam pela primeira vez, no bote do seu Edu. Seu Edu foi adotado pela galera e passou a ser “a barca” para o Graal quando o pico está quebrando. Virou um expert sobre a Falésia e conhece o lugar como ninguém. Sempre que nos leva até lá, fica esperando a sessão terminar, enquanto pesca e prepara um "arroz de carreteiro" fantástico para o pessoal que chega faminto ao barco depois de sessões épicas.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Parafina.

Lobo esfregando possibilidades - Espectro Point - circa 1963

“Passar parafina na prancha, sempre foi ao longo dos anos, um ritual de preparação para entrar na água. Para muitos, é um momento quase sagrado, de reflexão e interação entre o surfista e a sua prancha. Enquanto esfregamos aquela barra melequenta no deck, nos conectamos com a prancha, tomamos consciência dela, enquanto o cheiro de côco, morango ou baunilha vai tomando as nossas narinas e o nosso inconsciente como o incenso na hora da meditação. Os cientistas provaram que os odores atuam na área da memória em nossos cérebros. Duvido que algum surfista, que sinta o cheiro de parafina em qualquer lugar do planeta, não seja imediatamente tomado por lembranças de momentos épicos, vividos no seu paraíso particular e interior. Realmente não consigo entender os surfistas que não usam a parafina, muito menos aqueles que fazem apenas um círculo de no meio do deck, limitando o espaço utilizável da prancha a uma área muito restrita. Deixam de explorar as outras partes da prancha, limitam o seu posicionamento a não mudar nunca, evitam descobrir outras possibilidades. Talvez o deck da sua prancha seja o reflexo da sua cabeça.”

Don Vito CascagrossaWavetoon legend

terça-feira, 9 de outubro de 2007

Final - A última onda. Como foi contado por Tuco.

Capítulo 11... Comecei a caminhar, contornando a ponta da Ilha em direção a baía onde havíamos saltado do barco, na esperança de que Lobo, assim como eu, tivesse percorrido o mesmo caminho. Depois de algum tempo consegui avistar o barco que nos levou até lá e mais dois que possivelmente, estavam ali a nossa procura.
Não encontramos nem um sinal de Lobo, nada. Simplesmente desapareceu. O pescador que nos levou até lá, havia desembarcado e acabou assistindo todo o nosso drama da terra. Contou-me que depois de perder a prancha, Lobo tentou uma atitude totalmente insana. Pegou uma onda de peito e depois de despencar lá de cima, desapareceu.
Nunca consegui me perdoar por ter topado esta aventura. Até hoje, ainda sinto um pouco de culpa pela morte do meu amigo. Olhando com distanciamento, depois de todos estes anos, vejo que não havia a menor chance para nós contra aquelas ondas. Com a experiência que tínhamos e os equipamentos que usávamos, aquilo foi suicídio. Não sei como saí vivo.
Passaram-se anos até eu conseguir enfrentar um mar grande novamente. E o incrível é que todas as vezes que entro em um, sinto a presença de Lobo junto a mim. Há vezes em que tenho a nítida impressão de que ele dropa comigo e me segue na onda.
Leia esta história na íntegra clicando aqui.
*Esta história foi inspirada no relato de Woodie Brown sobre a morte de Dickie Cross em Waimea. Fato que tornou o local tabu por muitos anos.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

domingo, 7 de outubro de 2007

Garotas em Wavetoon

Dana e Ike atentos ao um resgate ocorrido na manhã de hoje
lá no Pontão dos Rastas. Parece que um turista desavisado,
exagerou nas especiarias do Hailé e viu-se em apuros
na linha da arrebentação.


sexta-feira, 5 de outubro de 2007

Clássico no Forte.

JL amarradão numa session com poucos na água na Praia do Forte.

Ontem rolou o clássico na Praia do Forte, pico que quebra só em condições especiais. Como sempre, pegou o pessoal de surpresa e só quem estava passando por ali participou da festa. O resto da galera fica sabendo aqui pelo blog com as imagens registradas por Raica.

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Segunda-feira maneira.

"Surfar é egoista, contudo não há presente maior do que ensinar alguém a fazê-lo"
Jason Borte (surfista, escritor e autor da biografia de Kelly Slater)